E se o Brasil tivesse sido colonizado pelos ingleses?

Nos anos 70, quando fomos morar nos Estados Unidos, em “assingment” pela IBM, isto é, cumprir uma tarefa para que ela atingisse suas finalidades, não era comum as pessoas viajarem para morar fora do pais. Na primeira viagem, que foi para o sul dos Estados Unidos, éramos examinados como curiosidades, especialmente certos hábitos que tínhamos, como por exemplo fazer excesso de comida para almoçar, que gerava visitas da vizinha com amigas exatamente na hora do almoço, até que perguntamos porque ela fazia isto e ela nos informou que eles não comiam pesadamente no almoço e de forma geral a relação que tinham com comida era diferente da nossa, isto é, não deixavam resto e não jogavam nada fora. Talvez uma das primeiras descobertas surpreendentes sobre a “maravilha” americana foi que acabei sabendo que a comida que enchia uma geladeira valia mais que a geladeira… Alias, eletrodomésticos valem tão pouco que geladeira, fogão, maquina de lavar pratos, pertencem à casa e não valem o custo do transporte, sem pensar na instalação…

Sem listar e discutir a infinidade de detalhes que o Brasil difere dos Estados Unidos e vice versa, vou apresentar porem porque no meu caso prefiro o Brasil, mas existe uma convenção de pensamento que aceita sem discussão que os Estados Unidos (e talvez a maior parte da Europa) é melhor que o Brasil, ponto final.

Discordo e penso que além de equívoco, é fruto de um complexo de viralatas que temos.

Tive quatro assignments entre 74 e 83, perfazendo quase 6 anos lá e a maior parte do tempo passei em Endicott, NY, que acabou virando para mim a referência de Estados Unidos.

Meus filhos nasceram em 70, 72 e 76 e foram expostos numa idade critica à experiência americana, acabando que eles falam Inglês como americanos e se sentem em casa lá, sendo que os dois mais velhos acabaram indo morar lá e viraram cidadãos americanos, incluindo três dos meus cinco netos, que também adquiriram a cidadania.

Discuto com maior detalhe em: “Como os Estados Unidos entraram no meu imaginário” e o processo de como acabei indo acabar vivendo lá e por consequência meus filhos também, discuto com mais detalhes em Porque os Estados Unidos são amados e odiados.

Eu, desde sempre, isto é, da primeira vez que fomos para lá, tenho uma frase que resume o que eu penso: “Gato nascido em forno, não é pão é gato”, isto é, vocês podem fazer o que quiserem, mas vão sempre ser brasileiros.

Somos produto de nossos colonizadores?

Todos nós vivemos o suficiente lá e aqui para perceber as diferenças e não se trata de sentimento de inferioridade, ou superioridade, que poderia ser o caso para muita coisa do Brasil que os brasileiros “Take for granted” que significa “dar algo como certo” ou “não valorizar algo adequadamente”.

Agravado de que para muita coisa somente se percebe que existe quando se perde vivendo lá fora.

Temos uma atitude de assumir que algo estará sempre presente ou disponível, sem reconhecer seu valor ou sem considerar a possibilidade de que possa ser perdido, que é uma das maiores surpresas quando se vai viver lá fora.

Nossas discussões sobre as diferenças são mais no sentido de porque não podemos ter aqui coisa que lá são “take for granted” e vice versa.

Um dos argumentos mais fortes do porque isto ocorre é que nossa cultura tem as características de nossos colonizadores e a deles dos colonizadores deles.

Este argumento é óbvio e tem muita força à primeira vista, mas lendo o livro de Laurentino Gomes, “1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”, que eu imaginava que seria uma pá de cal confirmando a hipótese que nosso problema foi nossos colonizadores, mas que após lê-lo, cheguei a uma conclusão exatamente oposta: Possívelmente seríamos melhores em muitos aspectos se fôssemos colonizados por ingleses, mas com certeza seríamos muito piores ou nem existiríamos se não fossem os portugueses.

Que, se não fossem eles, poderia não ter sido os ingleses e provavelmente seriam espanhois, franceses ou holandeses.

Minha conclusão foi tomar conhecimento no livro citado do livro os pontos que os portugueses foram geniais para nos “parirem” como nação, isto mesmo, não existia Brasil como tal antes deles virem para cá.

Vou ainda tecer considerações porque os ingleses não vieram e nunca viriam pelas razões que vou apontar.

Minha tese é simples: você não pode comparar maçãs com laranjas, não pode esperar plantar bananas, cajá, açai ou graviola nos Estados Unidos, nem plantar cranberry, (mirtillo) blue berry, raspberry (framboesa) e outras “berry” no Brasil e esperar que floresçam da mesma maneira, ou sequer floresçam, como nos Estados Unidos.

Outra idéia que não exploro de forma detalhada, mas que é possível de ser feita com os elementos que vou levantar é que se fosse verdade esta tese de que os colonizadores são os principais responsáveis pelo tipo de civilização, cultura e pais que dão origem, a Australia, a India, o Canadá, a Nigéria e a Africa do Sul teriam que ter similaridade com os Estados Unidos ou serem comparáveis e nada mais distante do que estes paises em termos de cultura, civilização ou tudo que os constituem.

O que é um pais?

Um país é uma entidade geopolítica definida por um território delimitado, com fronteiras reconhecidas, onde vive uma população sob a autoridade de um governo soberano. Ele possui uma estrutura administrativa, leis próprias e exerce soberania interna e externa. Além disso, um país também pode ter características culturais, históricas e linguísticas compartilhadas por sua população.

Os países são reconhecidos no âmbito internacional e, em muitos casos, fazem parte de organizações globais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), que ajuda a mediar relações entre nações. Um país pode ser composto por várias regiões, províncias ou estados que têm alguma autonomia, mas são governados por uma entidade central.

Antes da criação da ONU, em 1945, o reconhecimento de países seguia padrões diplomáticos e acordos bilaterais ou multilaterais entre nações. Algumas formas comuns de reconhecimento eram:

  1. Tratados: Países frequentemente assinavam tratados bilaterais ou multilaterais para reconhecer a soberania uns dos outros, muitas vezes após guerras ou revoluções. Esses acordos eram instrumentos formais que confirmavam o status de uma nação.
  2. Reconhecimento Diplomático: Um país reconhecia outro estabelecendo relações diplomáticas formais, como enviar embaixadores e abrir embaixadas.
  3. Conferências Internacionais: Em alguns casos, conferências internacionais, como o Congresso de Viena (1814-1815), reuniam várias nações para discutir questões territoriais e reconhecer novos Estados ou redefinir fronteiras.
  4. Organizações Internacionais Anteriores à ONU: Outras organizações internacionais antes da ONU, como a Liga das Nações (fundada em 1920), também desempenhavam um papel no reconhecimento de novos países, embora com menos poder e abrangência do que a ONU.

Embora esses mecanismos fossem amplamente usados, não havia uma única entidade global como a ONU para formalizar o reconhecimento. Assim, o reconhecimento de um país dependia muito das relações bilaterais e da aceitação por outras nações importantes da época.

Quando os Estados Unidos foram reconhecidos como pais pela primeira vez?

Os Estados Unidos foram oficialmente reconhecidos como uma nação soberana pela primeira vez em 1783, com a assinatura do Tratado de Paris. Esse tratado foi firmado após a Guerra de Independência dos Estados Unidos (1775-1783) e foi o acordo pelo qual a Grã-Bretanha reconheceu a independência das Treze Colônias. O Tratado de Paris marcou o fim oficial do conflito e a aceitação do status dos Estados Unidos como um país independente.

No entanto, antes desse reconhecimento formal, alguns países, como a França, já haviam reconhecido os Estados Unidos durante a guerra. Em 1778, a França foi a primeira nação a estabelecer um tratado de aliança com os Estados Unidos, reconhecendo oficialmente sua independência e fornecendo apoio militar e econômico para a causa revolucionária.

Principais marcos de reconhecimento dos EUA:

  1. Tratado de Aliança com a França (1778) – Primeiro reconhecimento internacional.
  2. Tratado de Paris (1783) – Reconhecimento formal pela Grã-Bretanha.

Esses eventos foram fundamentais para o estabelecimento dos Estados Unidos como uma nação soberana no cenário global.

Quando o Brasil foi reconhecido como pais pela primeira vez?

A transferência da corte portuguesa para o Brasil em 1808 não significou o reconhecimento do Brasil como um país independente. Na verdade, o Brasil ainda era uma colônia de Portugal, embora tivesse ganhado um status especial com a presença da corte, tornando-se o centro administrativo do Império Português. A chegada da corte e a elevação do Brasil à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves em 1815 foram importantes passos para sua autonomia, mas o Brasil ainda não era um país independente.

Marcos do Reconhecimento do Brasil

O reconhecimento do Brasil como um país independente só ocorreu após a Proclamação da Independência em 7 de setembro de 1822 e, mais tarde, com o reconhecimento formal por Portugal em 1825, após o Tratado de Paz e Aliança. O período entre 1808 e 1822 foi de transição, mas o Brasil só se tornou um país reconhecido internacionalmente como independente após a separação oficial de Portugal.

Qual era a Geografia envolvida nestes reconhecimentos?

Fases de formação territorial dos Estados Unidos como pais continental

1. Colonização e Independência (1607-1783)

  • Colonização Inglesa: A colonização das Treze Colônias, que começou com a fundação de Jamestown em 1607, estabeleceu a base para o futuro país. Essas colônias desenvolveram-se economicamente e socialmente de maneira independente, mas sob o domínio britânico.
  • Guerra de Independência (1775-1783): A luta contra o controle britânico levou à Declaração de Independência em 1776 e à eventual vitória dos colonos na Guerra de Independência, com a assinatura do Tratado de Paris em 1783.

2. Expansão Territorial Inicial (1783-1848)

  • Tratado de Paris (1783): Com o fim da Guerra de Independência, os Estados Unidos adquiriram territórios ao leste do Rio Mississippi, ampliando suas fronteiras.
  • Compra da Luisiana (1803): A compra da Luisiana da França dobrou o território dos Estados Unidos, abrindo vastas áreas para a colonização e o desenvolvimento.
  • Doutrina Monroe (1823): Essa política externa afirmou que qualquer tentativa de colonização nas Américas seria vista como uma ameaça aos EUA, marcando o início da influência americana no hemisfério.
  • Guerra Mexicano-Americana (1846-1848): A vitória dos EUA resultou na aquisição de grandes territórios no oeste, incluindo Califórnia, Novo México, Arizona, Nevada e Utah, por meio do Tratado de Guadalupe Hidalgo.

3. Consolidação e Guerra Civil (1848-1865)

  • Corrida do Ouro na Califórnia (1848-1855): A descoberta de ouro acelerou a migração para o oeste e o desenvolvimento econômico.
  • Guerra Civil Americana (1861-1865): O conflito entre os estados do norte (União) e do sul (Confederação) sobre a escravidão e os direitos dos estados foi um momento crítico que definiu a sobrevivência da União e a abolição da escravidão.

4. Reconstrução e Expansão Pós-Guerra Civil (1865-1898)

  • Reconstrução (1865-1877): Período de reorganização política e social no Sul dos EUA, com a reintegração dos estados confederados e a implementação de reformas para garantir os direitos dos recém-libertos afro-americanos.
  • Expansão para o Oeste: A construção de ferrovias transcontinentais e a Lei de Homestead (1862) facilitaram a colonização e o desenvolvimento agrícola do Oeste, levando à integração completa do território dos EUA.
  • Guerra Hispano-Americana (1898): A vitória dos EUA contra a Espanha resultou na aquisição de territórios ultramarinos, como Porto Rico, Guam e Filipinas, marcando o início da expansão americana além de suas fronteiras continentais.

5. Era Moderna e Ascensão como Potência Global (Século 20 e 21)

  • Era Progressista e Reformas (Início do Século 20): Reformas políticas, sociais e econômicas que modernizaram o país.
  • Participação em Guerras Mundiais (1917-1945): A participação dos EUA na Primeira e Segunda Guerras Mundiais consolidou sua posição como uma potência global.
  • Guerra Fria (1947-1991): Durante este período, os EUA emergiram como uma superpotência mundial, competindo com a União Soviética pela influência global.
  • Desenvolvimento Contemporâneo: Após o fim da Guerra Fria, os EUA continuaram a influenciar as questões globais, enquanto internamente enfrentavam desafios sociais, econômicos e políticos complexos.

Essas fases ilustram a evolução dos Estados Unidos desde uma coleção de colônias até uma potência global com influência significativa no mundo moderno.

As Treze Colônias originais que formaram os Estados Unidos tinham uma extensão territorial total estimada em cerca de 820.000 quilômetros quadrados (km²). Essa área abrange os territórios que hoje são os estados da Costa Leste dos Estados Unidos, desde a Geórgia ao sul até o Maine ao norte.

A compra da Luisiana da França dobrou o território dos Estados Unidos, abrindo vastas áreas para a colonização e o desenvolvimento.

A Guerra Mexicano-Americana, que ocorreu entre 1846 e 1848, resultou na cessão de um vasto território do México para os Estados Unidos através do Tratado de Guadalupe Hidalgo. A extensão territorial adquirida pelos Estados Unidos como resultado dessa guerra foi de aproximadamente 1,36 milhão de quilômetros quadrados.

Esse território incluía as atuais regiões dos estados de:

  • Califórnia
  • Nevada
  • Utah
  • Grande parte do Arizona
  • Nova México
  • Colorado
  • Wyoming

Essa aquisição foi uma das maiores expansões territoriais na história dos Estados Unidos e teve um impacto significativo no desenvolvimento do país como uma nação continental.

Na época da Guerra Civil Americana (1861-1865), os Estados Unidos tinham uma extensão territorial de aproximadamente 7,8 milhões de quilômetros quadrados.

Essa área incluía os 34 estados que compunham a União e os territórios não incorporados a oeste. A Guerra Civil ocorreu em um momento em que o país já havia passado por várias expansões territoriais significativas, incluindo a Compra da Luisiana (1803) e a cessão de territórios do México (1848), que adicionaram grandes áreas ao país. No entanto, ainda havia territórios que não eram estados e não estavam plenamente integrados ao sistema político dos EUA.

A extensão territorial dos Estados Unidos modernos, no século 19, após várias expansões significativas, como a Compra da Luisiana (1803), a anexação do Texas (1845), a cessão de territórios do México após a Guerra Mexicano-Americana (1848), e a Compra do Alasca (1867), alcançou aproximadamente 7,8 milhões de quilômetros quadrados.

No final do século 19, os Estados Unidos já tinham adquirido a maior parte do território que compõe o país hoje, incluindo as áreas no oeste que mais tarde se tornariam estados. Essa expansão foi fundamental para o desenvolvimento dos Estados Unidos como uma nação continental e teve um impacto duradouro na história e na economia do país.

Fases de formação territorial do Brasil como pais continental

O território do Brasil controlado por Portugal em 1500, segundo o Tratado de Tordesilhas, cobria aproximadamente 1,5 a 2 milhões de quilômetros quadrados, uma porção relativamente estreita da costa leste do Brasil.

Na época do descobrimento do Brasil em 1500, o território que seria controlado por Portugal estava delimitado pelo Tratado de Tordesilhas (1494), que estabelecia uma linha imaginária a aproximadamente 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde. Isso concedia a Portugal uma faixa de terra na costa atlântica, mas não o território inteiro que o Brasil tem hoje.

Extensão da Costa Atlântica em 1500:

O território brasileiro controlado pelos portugueses, de acordo com o Tratado de Tordesilhas, abrangia aproximadamente 1.300 a 1.400 quilômetros da costa atlântica. Essa extensão correspondia a uma faixa ao longo da costa leste, começando em algum ponto próximo ao atual estado do Maranhão e se estendendo até o sul, próximo ao atual estado de Santa Catarina.

Expansão Posterior:

Com o tempo, o território brasileiro foi expandido além dessa linha por meio de explorações e tratados como o Tratado de Madri (1750), que consolidou a maior parte do que é hoje a costa atlântica brasileira, com aproximadamente 7.491 quilômetros de extensão, cobrindo a costa desde o Oiapoque no norte, até o Chuí no sul.

Extensão da Costa Atlântica das 13 colônias e do Brasil em 1500

A extensão da costa atlântica das Treze Colônias americanas, antes da independência dos Estados Unidos, é estimada em cerca de 2.500 quilômetros (1.550 milhas). Esse território cobria a área que hoje se estende do Maine (então parte de Massachusetts) no norte, até a Geórgia no sul.

O território brasileiro controlado pelos portugueses, de acordo com o Tratado de Tordesilhas, abrangia aproximadamente 6 a 7 mil quilômetros da costa atlântica. Essa extensão correspondia a uma faixa ao longo da costa leste, começando em algum ponto próximo ao atual estado do Maranhão e se estendendo até o sul, próximo ao atual estado de Santa Catarina.

Distâncias das Matrizes envolvidas

A distância entre Nova York e Londres, pelo Oceano Atlântico, é de aproximadamente 5.570 quilômetros (cerca de 3.460 milhas).

A distância entre Rio de Janeiro e Lisboa, pelo Oceano Atlântico, é de aproximadamente 7.500 a 8.000 quilômetros (cerca de 4.600 a 5.000 milhas náuticas)

A distância entre Rio de Janeiro e Londres é de aproximadamente 4.921 milhas náuticas (cerca de 9.115 quilômetros).

Qual eram as populações que se localizavam nestas geografias?

População dos Estados Unidos nos séculos 16,17,18 19 e 20

Século 16:

  • Durante o século 16, não havia uma população europeia significativa estabelecida no que viria a ser os Estados Unidos. As estimativas populacionais consideram as populações indígenas, que variavam amplamente. Estima-se que a população indígena na região fosse entre 2 a 5 milhões antes do contato europeu.

Século 17:

  • 1620: A população dos colonos europeus era muito pequena, cerca de 2.500 na Virgínia e Nova Inglaterra.
  • 1650: Aproximadamente 50.000 colonos europeus.
  • 1700: Cerca de 250.000 pessoas, incluindo europeus e africanos escravizados.

Século 18:

  • 1750: A população cresceu para cerca de 1,5 milhão.
  • 1776 (Independência): Estima-se que a população das Treze Colônias fosse de aproximadamente 2,5 milhões.
  • 1800: A população dos Estados Unidos era de cerca de 5,3 milhões.

Século 19:

  • 1850: A população cresceu para cerca de 23 milhões.
  • 1860 (véspera da Guerra Civil): A população era de aproximadamente 31,4 milhões.
  • 1900: A população dos Estados Unidos era de cerca de 76,2 milhões.

Século 20:

  • 1950: A população alcançou aproximadamente 151 milhões.
  • 2000: A população dos Estados Unidos era de cerca de 281 milhões.
  • Atualmente, há aproximadamente 7 milhões de indígenas nos Estados Unidos, segundo o Censo dos EUA de 2020. Este número inclui pessoas que se identificam como indígenas americanos ou nativos do Alasca, com ou sem mistura de outras etnias.
  • Cerca de 574 tribos indígenas são reconhecidas pelo governo federal, e essas populações vivem tanto em reservas quanto em áreas urbanas.

Esses números refletem o crescimento rápido da população dos Estados Unidos ao longo dos séculos, impulsionado por fatores como imigração, expansão territorial e crescimento natural da população.

Fontes:

  • U.S. Census Bureau
  • Historical Statistics of the United States

População do Brasil nos séculos 16,17,18 19 e 20

Século 16:

  • 1500: A população indígena do Brasil antes da chegada dos portugueses é estimada entre 2 a 5 milhões. A população de colonos europeus era insignificante.
  • 1580: Após o início da colonização, a população de colonos portugueses era muito pequena, em torno de 15.000 a 20.000 pessoas.

Século 17:

  • 1600: A população da colônia portuguesa no Brasil era de aproximadamente 100.000 pessoas, incluindo colonos, africanos escravizados e indígenas.
  • 1700: A população total do Brasil colonial era estimada em cerca de 300.000 a 350.000 pessoas.

Século 18:

  • 1750: A população do Brasil cresceu significativamente, atingindo aproximadamente 2 milhões de pessoas, impulsionada pelo aumento da importação de escravos africanos e o crescimento da economia de exportação de açúcar e ouro.
  • 1800: No final do século 18, a população do Brasil era estimada em cerca de 3,25 milhões.

Século 19:

  • 1822 (Independência): A população do Brasil era de aproximadamente 4,5 milhões.
  • 1850: A população cresceu para cerca de 7 milhões.
  • 1900: A população do Brasil era de cerca de 17 milhões.

Século 20:

  • 1950: A população do Brasil alcançou cerca de 51 milhões.
  • 2000: A população do Brasil era de aproximadamente 170 milhões.
  • Atualmente, a população indígena no Brasil é estimada em aproximadamente 900 mil a 1 milhão de pessoas, de acordo com dados do Censo de 2010 realizado pelo IBGE e atualizações posteriores. Essa população está distribuída por várias regiões do país, vivendo tanto em áreas urbanas quanto em territórios indígenas, que cobrem cerca de 13% do território nacional, principalmente na Amazônia.
  • O Brasil reconhece mais de 300 grupos étnicos indígenas e aproximadamente 274 línguas indígenas ainda são faladas.

Esses números refletem o crescimento gradual da população brasileira ao longo dos séculos, impulsionado por fatores como imigração, escravização de africanos, miscigenação e crescimento natural da população.

Fontes:

  • IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
  • Dados Históricos de População do Brasil

Como era a politica, como definição de poder que estava por trás disto tudo?

Porque a América somente foi colonizada por ingleses, franceses, espanhóis e portugueses?

A colonização das Américas por ingleses, franceses, espanhóis e portugueses foi resultado de uma combinação de fatores históricos, geopolíticos, e econômicos. Algumas das razões principais incluem:

  1. Exploração e Competição Europeia: No século XV, os países europeus começaram a explorar novas rotas comerciais e territórios desconhecidos. Espanha e Portugal foram pioneiros, apoiados pelo Tratado de Tordesilhas de 1494, que dividia o Novo Mundo entre esses dois países. A Inglaterra e a França entraram na corrida pela colonização mais tarde, buscando também expandir seus impérios e acesso a recursos.
  2. Poder Naval e Tecnologia: Esses quatro países tinham a capacidade naval necessária para empreender longas viagens transoceânicas e estabelecer colônias. A superioridade naval era crucial para a exploração, colonização e controle das novas terras.
  3. Interesses Comerciais e Econômicos: A motivação econômica era um dos principais impulsionadores da colonização. A busca por novas terras, recursos naturais (como ouro, prata, e especiarias), e novas rotas comerciais incentivou esses países a estabelecer colônias nas Américas.
  4. Apoio Real e Imperialismo: Reis e rainhas desses países apoiaram e financiaram as expedições com o objetivo de expandir seus impérios e espalhar suas influências culturais e religiosas. Espanha e Portugal, por exemplo, viam a colonização também como uma missão religiosa para converter os povos indígenas ao cristianismo.
  5. Acidentes Geográficos e Descobertas: As primeiras explorações por Cristóvão Colombo (a serviço da Espanha) e outros navegadores como Pedro Álvares Cabral (Portugal) levaram à descoberta das Américas por essas potências europeias. As divisões geográficas e a proximidade dos territórios colonizados favoreceram esses quatro países.

Outras potências europeias, como os Países Baixos (Holanda) e a Suécia, também tentaram estabelecer colônias nas Américas, mas seus esforços foram menos bem-sucedidos ou foram eventualmente absorvidos por outras potências maiores. Esses fatores, combinados com a era das Grandes Navegações e o imperialismo europeu, explicam porque a América foi colonizada predominantemente por esses quatro países.

Porque a América do norte ficou com os ingleses, sendo que Colombo trabalhava para os espanhóis?

A colonização da América do Norte pelos ingleses, apesar de Cristóvão Colombo ter trabalhado para a Espanha, é o resultado de uma série de fatores históricos e geopolíticos:

  1. Divisão Geográfica e Tratados: Após as descobertas iniciais de Colombo, a Espanha concentrou seus esforços de colonização nas áreas da América Central, do Sul, e no Caribe, onde encontraram grandes civilizações e riquezas, como o Império Asteca e o Império Inca. A linha do Tratado de Tordesilhas (1494), que dividia as novas terras entre Espanha e Portugal, foi uma tentativa de delimitar áreas de influência, mas acabou por não cobrir as áreas mais ao norte, que seriam exploradas mais tarde por outros países europeus.
  2. Interesses Diferentes: A Espanha estava focada nas áreas mais ao sul devido às riquezas que encontraram lá, como ouro e prata, e às oportunidades de evangelização em massa. A América do Norte, especialmente as áreas ao norte do que hoje é o México, não apresentava as mesmas riquezas minerais, o que fez com que a Espanha não se concentrasse tanto nessas regiões.
  3. Exploração e Colonização Inglesa: Enquanto isso, a Inglaterra, que entrou mais tarde na corrida colonial, começou a explorar as regiões mais ao norte. As expedições inglesas, como a de John Cabot em 1497, ajudaram a estabelecer reivindicações inglesas na América do Norte. A primeira colônia permanente da Inglaterra na América do Norte foi estabelecida em Jamestown, Virgínia, em 1607.
  4. Conflitos e Rivalidades Europeias: A colonização da América do Norte também foi influenciada pelas rivalidades entre as potências europeias. Inglaterra, França e os Países Baixos competiram para estabelecer colônias na América do Norte. A Espanha tentou manter o controle sobre a Flórida e outras áreas, mas a pressão de outras potências europeias e as limitações logísticas impediram uma colonização espanhola mais abrangente no norte.
  5. Fatores Demográficos e Econômicos: A colonização inglesa se beneficiou de uma migração em massa de pessoas em busca de novas oportunidades, liberdade religiosa e terras. Isso levou ao rápido crescimento das colônias inglesas na América do Norte, em contraste com as colônias espanholas que estavam mais focadas no controle de pequenas elites sobre vastos territórios.

Assim, a América do Norte ficou predominantemente com os ingleses devido à combinação de escolhas estratégicas da Espanha, interesses econômicos e políticos divergentes, e a forte competição e presença inglesa na região.

Porque os ingleses não usurparam o Brasil de Portugal, que precisou da proteção deles para transferir a corte de Portugal para o Brasil quando Napoleão invadiu Portugal?

Os ingleses não usurparam o Brasil de Portugal, apesar de terem ajudado na transferência da corte portuguesa para o Brasil durante a invasão napoleônica, por várias razões estratégicas e diplomáticas:

  1. Aliança Histórica: Portugal e Inglaterra mantinham uma aliança muito antiga, formalizada pelo Tratado de Windsor em 1386. Essa aliança era baseada em benefícios mútuos, com a Inglaterra oferecendo proteção militar em troca de acesso preferencial ao comércio português.
  2. Interesses Comerciais: A Inglaterra tinha interesse em manter Portugal e suas colônias, incluindo o Brasil, como parceiros comerciais estáveis. Se os ingleses tivessem tomado o Brasil, isso poderia ter desestabilizado a região e prejudicado os lucrativos acordos comerciais que já tinham com Portugal.
  3. Complexidade Geopolítica: Durante o período napoleônico, a Europa estava em grande turbulência. A Inglaterra estava concentrada em conter Napoleão e garantir que outros países europeus não caíssem sob seu domínio. Assumir o controle direto do Brasil poderia ter complicado suas alianças e focado recursos necessários em outros teatros de guerra.
  4. Relações Diplomáticas: A Inglaterra ajudou na transferência da corte portuguesa para o Brasil como parte de um acordo diplomático que visava manter Portugal independente do controle napoleônico. A usurpação direta do Brasil teria violado esse acordo e poderia ter levado a conflitos com outras potências europeias.
  5. Administração e Controle: Administrar diretamente uma colônia tão vasta e distante como o Brasil seria extremamente complicado e dispendioso para os ingleses, especialmente durante um período em que estavam envolvidos em várias frentes de guerra.

Assim, a aliança estratégica, os interesses comerciais e as considerações geopolíticas e diplomáticas pesaram mais para a Inglaterra do que a ideia de tomar o Brasil para si.

O tipo de colonização feito pelos ingleses influiu no progresso maior dos Estados Unidos ou foi pela qualidade da imigração?

O tipo de colonização realizado pelos ingleses, assim como a qualidade da imigração, desempenhou um papel crucial no desenvolvimento e progresso dos Estados Unidos. Há alguns fatores-chave que diferenciam a colonização inglesa de outras formas de colonização nas Américas e que contribuíram para o crescimento econômico e social dos Estados Unidos:

1. Colonização de Povoamento:

  • Ao contrário da colonização espanhola e portuguesa, que era em grande parte exploratória e focada na extração de riquezas (como ouro e prata), a colonização inglesa na América do Norte foi predominantemente de povoamento. Isso significava que os colonos ingleses estabeleceram comunidades permanentes, com foco na agricultura, comércio e desenvolvimento de infraestruturas locais.

2. Propriedade Privada e Desenvolvimento Econômico:

  • As colônias inglesas incentivaram a propriedade privada da terra, o que fomentou o desenvolvimento de uma economia baseada no mercado. Essa ênfase na propriedade privada e nos direitos individuais impulsionou a inovação e o crescimento econômico, diferentemente do sistema de encomiendas e latifúndios utilizado nas colônias espanholas.

3. Instituições Políticas e Legais:

  • As colônias inglesas desenvolveram cedo instituições políticas e legais que promoviam a autogovernança e a participação política. Assembleias coloniais e práticas de autogoverno local proporcionaram uma base para a democracia e o estado de direito, que seriam fundamentais para o desenvolvimento posterior dos Estados Unidos.

4. Diversidade e Qualidade da Imigração:

  • A imigração para as colônias inglesas era composta por um grupo diversificado de pessoas, incluindo puritanos em busca de liberdade religiosa, camponeses em busca de novas oportunidades e artesãos qualificados. Essa diversidade, combinada com um forte espírito empreendedor, foi fundamental para o desenvolvimento econômico e social das colônias.

5. Foco na Educação e na Religião:

  • As colônias inglesas deram grande importância à educação e à religião, fundando instituições como Harvard em 1636. Esse foco na educação contribuiu para uma sociedade alfabetizada e instruída, o que facilitou a inovação e o progresso.

6. Menor Dependência do Trabalho Escravo Inicialmente:

  • Embora a escravidão tenha se tornado uma parte significativa da economia sulista mais tarde, as colônias do norte, em particular, dependiam mais do trabalho livre, o que fomentou o desenvolvimento de uma economia diversificada e mais industrializada.

Em resumo, tanto o tipo de colonização praticado pelos ingleses quanto a qualidade e diversidade da imigração contribuíram significativamente para o progresso maior dos Estados Unidos. As instituições estabelecidas durante o período colonial, combinadas com uma economia baseada na propriedade privada e na inovação, criaram as bases para o rápido desenvolvimento do país.

Extrativismo (espanhóis e portugueses) vs Diversificação econômica (ingleses)

A diferença fundamental entre a colonização espanhola e portuguesa, focada no extrativismo, e a colonização inglesa, que desenvolveu outros tipos de subsistência, está ligada a vários fatores econômicos, geográficos e culturais.

Colonização Espanhola e Portuguesa: Foco no Extrativismo

  • Extrativismo Mineral: A colonização espanhola e portuguesa na América Latina foi fortemente centrada na extração de recursos naturais, como ouro, prata e, no caso do Brasil, açúcar e pau-brasil. As grandes minas de prata no México e no Peru, por exemplo, tornaram-se os pilares da economia colonial espanhola. Essa economia extrativista estava associada a um modelo de produção baseado no trabalho forçado, incluindo a encomienda e a mita, que exploravam a mão de obra indígena.
  • Latifúndios e Monocultura: Em ambas as colônias, havia uma forte concentração de terras nas mãos de poucos (latifúndios), com produção focada em monoculturas destinadas à exportação. Essa estrutura resultou em pouca diversificação econômica e um desenvolvimento limitado de mercados internos.

Colonização Inglesa: Diversificação Econômica

  • Economia de Subsistência e Agricultura Mista: Ao contrário, as colônias inglesas na América do Norte desenvolveram uma economia agrícola diversificada. Pequenos proprietários cultivavam uma variedade de produtos para subsistência e comércio local, além de exportar produtos como tabaco, algodão e cereais. Essa diversificação econômica facilitou o desenvolvimento de mercados internos mais robustos e menos dependentes de um único produto de exportação.
  • Desenvolvimento Industrial e Comercial: As colônias inglesas, especialmente no norte, também começaram a desenvolver indústrias locais, como construção naval, têxteis e manufatura. Isso não só diversificou a economia, mas também criou uma classe mercantil e industrial que desempenhou um papel importante no desenvolvimento das colônias e, posteriormente, na formação dos Estados Unidos.
  • Autossuficiência e Inovação: A falta de recursos minerais comparáveis aos encontrados na América Latina forçou os colonos ingleses a desenvolver outros meios de sustento, levando a uma cultura de autossuficiência e inovação. Isso incluiu a construção de infraestruturas como estradas, portos e escolas, que eram menos comuns nas colônias ibéricas, onde o foco estava mais na extração e exportação.

O modelo extrativista da colonização portuguesa daria certo ser substituido pelo modelo inglês de pequenas propriedades e diversificação ou era condição da realidade que os portugueses encontraram?

A colonização inglesa implantou modelos econômicos mais diversificados, menos dependentes de um único recurso, e baseados na pequena propriedade e na inovação. Em contraste, as colônias espanholas e portuguesas eram predominantemente extrativistas, com uma economia baseada na exportação de recursos naturais e na exploração de grandes massas de trabalho. Esses diferentes enfoques ajudaram a moldar o desenvolvimento posterior de cada região, com as colônias inglesas estabelecendo as bases para economias mais diversificadas e sociedades mais voltadas para o desenvolvimento interno.

O que teria acontecido

A substituição do modelo extrativista da colonização portuguesa no Brasil pelo modelo inglês de pequenas propriedades e diversificação econômica teria encontrado muitos desafios práticos e contextuais. As condições da realidade que os portugueses enfrentaram, em comparação com as dos ingleses na América do Norte, eram bastante diferentes e influenciaram diretamente os modelos coloniais adotados. Aqui estão alguns fatores a serem considerados:

1. Condições Econômicas e Geográficas

  • Riquezas naturais abundantes: O modelo extrativista de Portugal era baseado nas riquezas que os portugueses encontraram no Brasil, como o pau-brasil, a cana-de-açúcar, e posteriormente, o ouro e os diamantes. A exploração desses recursos incentivava um sistema econômico voltado para a exportação e concentrado em grandes latifúndios, o que era economicamente viável e lucrativo na época.
  • Geografia e agricultura: No Brasil, as grandes plantações, como os engenhos de açúcar, requeriam vastas extensões de terra e trabalho intensivo. Esse modelo latifundiário se adequava ao clima tropical e às necessidades de grandes monoculturas voltadas para o mercado externo. Em contraste, nas colônias inglesas da América do Norte, as condições climáticas e o solo variado incentivaram a criação de pequenas propriedades voltadas para a agricultura diversificada e subsistência.

2. Demografia e Disponibilidade de Trabalho

  • Uso de mão de obra escrava: O sistema colonial português dependia fortemente da mão de obra escravizada, principalmente africanos, para trabalhar nas plantações. O trabalho escravo era central para manter a lucratividade do sistema. O modelo inglês, com pequenas propriedades agrícolas e economia diversificada, também utilizou o trabalho escravo, mas em menor escala, especialmente nas colônias do norte, onde o trabalho livre era mais comum.
  • Densidade populacional indígena: A população indígena no Brasil era inicialmente usada como mão de obra, mas rapidamente substituída pelos escravos africanos. Os indígenas não se adaptaram ao trabalho forçado, e muitas áreas tinham populações dispersas, o que dificultava a adoção de um modelo de pequenas propriedades que dependesse de trabalho indígena ou europeu assalariado.

3. Interesses Comerciais e Políticos

  • Monopólio e controle colonial: O sistema extrativista português foi desenhado para servir aos interesses mercantilistas da Coroa portuguesa. A metrópole controlava rigorosamente a produção e o comércio, garantindo que os lucros das exportações, como o açúcar, fossem direcionados a Portugal. Esse modelo de exploração não incentivava a criação de pequenas propriedades autossustentáveis, pois o foco estava no comércio externo.
  • Descentralização econômica inglesa: Nas colônias inglesas, especialmente no norte, havia maior autonomia econômica e política. A Inglaterra não exercia o mesmo controle rigoroso sobre o comércio e as colônias desenvolveram uma economia mais diversificada. A descentralização do controle incentivou a criação de pequenas propriedades agrícolas.

4. Interesses Geopolíticos e Religião

  • Religião e sociedade: Muitos colonos ingleses na América do Norte eram puritanos e outros grupos religiosos que buscavam liberdade religiosa e uma vida baseada no trabalho e na autossuficiência. Isso ajudou a moldar uma sociedade que valorizava o trabalho individual e a propriedade privada. Em contraste, os colonos portugueses no Brasil estavam mais focados na exploração econômica direta das terras e na conversão religiosa dos indígenas, sem a mesma ênfase na criação de uma sociedade de pequenos agricultores.

Conclusão: O modelo colonial português refletia as realidades econômicas, políticas e sociais da época e do contexto específico do Brasil.

O modelo extrativista português era, em grande parte, uma resposta às condições específicas encontradas no Brasil, incluindo a disponibilidade de terras para monoculturas e o acesso à mão de obra escrava. A tentativa de aplicar o modelo inglês de pequenas propriedades e diversificação enfrentaria grandes barreiras, como a geografia, o sistema de trabalho escravo, e os interesses mercantilistas da Coroa portuguesa. Portanto, o modelo colonial português refletia as realidades econômicas, políticas e sociais da época e do contexto específico do Brasil.

Repito o que disse na introdução:

Minha tese é simples: você não pode comparar maçãs com laranjas, não pode esperar plantar bananas, cajá, açai ou graviola nos Estados Unidos, nem plantar cranberry, (mirtillo) blue berry, raspberry (framboesa) e outras “berry” no Brasil e esperar que floresçam da mesma maneira, ou sequer floresçam, como nos Estados Unidos.

Outra idéia que não exploro de forma detalhada, mas que é possível de ser feita com os elementos que foram descritos aqui é que se fosse verdade esta tese de que os colonizadores são os principais responsáveis pelo tipo de civilização, cultura e pais que dão origem, a Australia, a India, o Canadá, a Nigéria e a África do Sul teriam que ter similaridade com os Estados Unidos ou serem comparáveis e nada mais distante do que estes países em termos de cultura, civilização ou tudo que os constituem.

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