Existem duas músicas americanas que evocam o título que dei a este post quando uma casa não é um lar. A primeira, mais famosa, é a seguinte:
| A House Is Not a Home | Uma casa não é um lar |
| A chair is still a chair Even when there’s no one sitting there But a chair is not a house And a house is not a home When there’s no one there to hold you tight And no one there you can kiss good night A room is still a room Even when there’s nothing there but gloom But a room is not a house And a house is not a home When the two of us are far apart And one of us has a broken heart Now and then I call your name And suddenly your face appears But it’s just a crazy game When it ends it ends in tears Darling, have a heart Don’t let one mistake keep us apart I’m not meant to live alone Turn this house into a home When I climb the stair and turn the key Oh, please be there still in love with me | Uma cadeira continua sendo uma cadeira Mesmo quando não há ninguém sentado nela Mas uma cadeira não é uma casa E uma casa não é um lar Quando não há ninguém para te abraçar forte E ninguém para te dar um beijo de boa noite Um quarto continua sendo um quarto Mesmo quando só há tristeza Mas um quarto não é uma casa E uma casa não é um lar Quando nós dois estamos distantes E um de nós tem o coração partido De vez em quando eu chamo seu nome E de repente seu rosto aparece Mas é só um jogo maluco Quando acaba, acaba em lágrimas Querida, tenha compaixão Não deixe que um erro nos separe Eu não nasci para viver sozinha Transforme esta casa em um lar Quando eu subir as escadas e girar a chave Oh, por favor, ainda esteja lá, apaixonada por mim |
Esta música, cogita da falta da companheira, primeiro grande sucesso de Burt Bacharach e o que marca é a frase título, em sua sonoridade e musicalidade, adquire uma vida própria, e fica ressoando na cabeça da gente e tem uma propriedade de separar-se do resto da música e fazer a gente pensar na casa da gente.
A segunda música, é exatamente o que quero trazer aqui e como penso que isto ocorreu, imagino eu, na casa de Rosa e Francisquinho.
Trata-se de The House That Built Me, A Casa Que Me Construiu, cantada pela Miranda Lambert
| The House That Built Me | A Casa Que Me Construiu |
| I know they say you can’t go home again I just had to come back one last time Ma’am, I know you don’t know me from Adam But these handprints on the front steps are mine Up those stairs in that little back bedroom Is where I did my homework and I learned to play guitar And I bet you didn’t know under that live oak My favourite dog is buried in the yard I thought if I could touch this place or feel it This brokenness inside me might start healing Out here, it’s like I’m someone else I thought that maybe I could find myself If I could just come in, I swear I’ll leave Won’t take nothin’ but a memory From the house that built me Momma cut out pictures of houses for years From better homes and garden magazine Plans were drawn and concrete poured Nail by nail and board by board Daddy gave life to mama’s dream I thought if I could touch this place or feel it This brokenness inside me might start healing Out here, it’s like I’m someone else I thought that maybe I could find myself If I could just come in, I swear I’ll leave Won’t take nothin’ but a memory From the house that built me You leave home, you move on And you do the best you can I got lost in this whole world And forgot who I am I thought if I could touch this place or feel it This brokenness inside me might start healing Out here, it’s like I’m someone else I thought that maybe I could find myself If I could walk around, I swear I’ll leave Won’t take nothin’ but a memory From the house that built me | Eu sei que dizem que não se pode voltar para casa Eu só precisava voltar uma última vez Senhora, eu sei que a senhora não me conhece de lugar nenhum Mas essas marcas de mãos na escada da frente são minhas Lá em cima, naquele quartinho dos fundos Foi onde eu fiz a lição de casa e aprendi a tocar violão E aposto que a senhora não sabia que debaixo daquele carvalho Meu cachorro favorito está enterrado no quintal Eu pensei que se eu pudesse tocar este lugar ou senti-lo Essa minha dor interior talvez começasse a se curar Aqui fora, é como se eu fosse outra pessoa Eu pensei que talvez eu pudesse me encontrar Se eu pudesse simplesmente entrar, eu juro que vou embora Não levarei nada além de uma lembrança Da casa que me construiu Mamãe recortava fotos de casas por anos Da revista Better Homes and Gardens Plantas foram desenhadas e concreto foi derramado Prego por prego e tábua por tábua Papai deu vida ao sonho da mamãe Eu pensei que se eu pudesse tocar este lugar ou senti-lo Essa minha dor interior talvez começasse a se curar Aqui fora, É como se eu fosse outra pessoa Pensei que talvez pudesse me encontrar Se eu pudesse simplesmente entrar, juro que irei embora Não levarei nada além de uma lembrança Da casa que me construiu Você sai de casa, você segue em frente E você faz o melhor que pode Me perdi neste mundo inteiro E esqueci quem eu sou Pensei que se eu pudesse tocar este lugar ou senti-lo Esta dor dentro de mim poderia começar a se curar Aqui fora, é como se eu fosse outra pessoa Pensei que talvez pudesse me encontrar Se eu pudesse andar por aí, juro que irei embora Não levarei nada além de uma lembrança Da casa que me construiu |
Vou tentar elaborar como a casa de minha irmã, Maria Rosa, seu marido e seus três filhos, se transformou em um lar e é uma resposta perfeita ao sentimento que estas musicas evocam, que sentimos independentemente delas, mas que servem de gancho para elaboração do que se quer discutir aqui
Compraram a casa em 1968. Ficou fechada um tempo e alugaram para um amigo que estava esperando o término de sua construção. Mudaram para lá em 74.


Fomos visitá-los, creio que em 78

Fomos visitálos muitas vezes, ao longo da vida e geralmente nunca era registrado por fotografias, mas aqui vão algumas fotos que de uma forma ou de outra foram tiradas:






Fotos tiradas pela comemoração das bodas de ouro de nossos pais, Ana e Weimar, 1990


Não faz isto comigo Faisca!…


Visita feita em 16 de Maio de 2026 que suscitou este post






O Quintal









O Espírito da Casa da Rosa e do Francisquinho

São José, 1914
Esta imagem de S.José foi de uma folhinha de 1914, que pertenceu ao irmão de nossa avó Julia, de nome também José, que foi quando idoso morrer lá, na Uruguaiana, 80, aqui em Campinas




Quindu não teve filhos e foi casada com Batista, que ajudou a construir o túnel que liga a Vila Industrial com a Estação de Campinas. Quindu, bem como José, outro irmão de Vó Júlia, foram morrer na Uruguaiana 80. Como não tenho fotos deles, eu usei AI para obter algo próximo de completar esta narrativa visual. Batista era uma das pessoas mais simpáticas que já conheci e esta foto desta pessoa que não é ele, tem o sorriso dele. A outra, de um mestiço de índio, como o eram minha avó Júlia e seus irmãos, não consegui ainda.


Que estão todos espiritualmente refletidos na casa da Rosa como se segue:







A Casa em si



Como tudo começou… foi estudar em Campinas, hospedou-se na D.Herminia, vizinha de casa e o resto é história…



Imagino a história por de trás deste detalhe…



































Perfect ending of a perfect day…. como diz a musica de Natal…





