Paris, here we come!

Isabella and Gabriel’s trip




Tôrre Eifel: Here we come!
Isabella & Gabriel

Photo taken from the Eiffel Tower, showing the Seine River and iconic bridges.

Eifel Tower

Moments

Versailles

Luxembourg Palace  and its gardens 
Gardens of the Palace of Versailles
Gallery of Battles/Gallerie des Batailles
Louis XIV – The Sun King, creator of the Palace and Gardens of Versailles / in the background, the Battles
Two paintings by  Alfred Sisley , entitled  “The Flood at Port-Marly”  ( L’inondation à Port-Marly ),
The Great Vase of Amathus on display at the Louvre Museum.
“Les Rouquins” bistro and wine bar, located on rue du Château in the 14th arrondissement of Paris. 

Chartres — ou: como se faz uma peregrinação sem saber

Há viagens dentro das viagens. Na semana que passamos em Paris, separamos um dia e tomamos o trem até Chartres — cidade pequena, a pouco mais de uma hora da capital, dominada por uma catedral gótica que se vê de longe antes de qualquer outra coisa.

Não chamei de peregrinação na hora. Só percebi depois, resgatando a memória, que era exatamente isso que tinha sido.


O trem dos fumantes

Mas antes de chegar à espiritualidade, chegamos ao trem.

Pegamos, sem perceber, um vagão de fumantes. E os franceses de 1993 fumavam — não como quem tem um vício, mas como quem exerce um direito natural e inalienável, com prazer visível e sem a menor consideração pelo ar dos demais. Em minutos o vagão estava envolto numa nuvem densa e democrática que não distinguia fumantes de não fumantes, turistas de locais, crentes de agnósticos.

Chegamos a Chartres levemente defumados e prontos para a purificação.


O que eu procurava

Fui a Chartres com duas coisas na cabeça.

A primeira era Jung — cujo sistema de psicanálise me acompanhava há anos e que eu vinha estudando com mais atenção. Chartres é um dos lugares do mundo onde o cristianismo católico e as crenças pagãs anteriores se encontram de forma mais explícita e mais honesta. A catedral foi construída sobre um local sagrado muito anterior ao cristianismo — e isso não é coincidência, é política espiritual de milênios. Jung explica isso como a permanência dos arquétipos sob formas diferentes — o sagrado muda de roupa mas não de endereço.

A segunda era uma intuição sobre as catedrais góticas que me perseguia e que depois eu desenvolveria num post inteiro — deixo aqui apenas o ponteiro para quem se interessar: Isto vai matar aquilo. O argumento, resumido numa frase, é que as catedrais eram os livros dos que não sabiam ler — e que Gutemberg, ao inventar a imprensa, tornou aquela linguagem de pedra, luz e vitral progressivamente desnecessária. Mas isso é assunto para outra conversa.


O que Cristina procurava

Cristina foi a Chartres como quem vai para casa.

Devota de Nossa Senhora, a catedral de Chartres é um dos grandes santuários marianos do mundo ocidental — guarda o que a tradição chama de véu de Maria, e atrai peregrinos há séculos. Para ela não era pesquisa nem intuição intelectual. Era simplesmente o lugar certo para estar.

Enquanto eu circulava tentando entender as camadas pagãs sob as pedras cristãs, ela encontrava o que tinha ido buscar de forma muito mais direta.

Somos assim há décadas — chegamos ao mesmo lugar por caminhos completamente diferentes e nos encontramos lá dentro.


O café e a foto

Depois da catedral, um café. A foto que ficou desse dia mostra nós dois sentados num banco de couro azul escuro, uma jukebox atrás, uma bandeirinha olímpica da Coca-Cola num porta-guarda-chuvas ao fundo — e dois sorrisos de casal que está exatamente onde quer estar.

Cristina com aquele sorriso luminoso de sempre. Eu com o ar satisfeito de quem encontrou algo que procurava sem saber exatamente o nome do que era.

Foi só ao voltar, resgatando a memória, que entendi o nome: Peregrinação.

Peregrinação

Os vitrais e a estatuaria são analisados em detalhe no site

Genebra

New York

Paris

Malha fina no IRS americano

Nos EUA não existe uma “malha fina” exatamente com esse nome, mas a lógica é parecida:

  1. Processamento inicial não é “aceitação final”
    • Você envia a declaração (e‑file ou papel).
    • O IRS processa, confere coisas básicas (cálculo, consistência, dados de terceiros já disponíveis) e:
      • cobra diferença, ou
      • manda a restituição.
    • Receber restituição NÃO significa que a declaração foi “auditada e aprovada para sempre”. É só o acerto inicial.
  2. Seleção para revisão/auditoria
    • Depois, declarações podem ser selecionadas para:
      • correspondence exam (ajuste por carta, pedindo documentos),
      • office audit (você vai ao escritório do IRS),
      • field audit (auditor vai até você/empresa).
    • Critérios: cruzamento de dados (W‑2, 1099, bancos), erros, sorteio, perfis de risco, etc.
  3. Prazo para o IRS mexer na declaração
    • Regra geral: o IRS tem até 3 anos a partir do prazo de entrega para revisar/aumentar o imposto.
    • Se houver subdeclaração grande (mais de 25% da renda), esse prazo pode ir a 6 anos.
    • Em caso de fraude deliberada, não há limite de prazo.
  4. O que significa na prática
    • Você pode receber a restituição normalmente em poucas semanas.
    • Meses (ou anos) depois ainda pode receber uma carta do IRS pedindo explicações, comprovantes ou propondo ajuste.
    • Só depois de passar o prazo de prescrição (3 ou 6 anos, salvo fraude) você pode considerar a declaração “fechada”.

Resumindo: nos EUA, receber restituição não é “certificado de OK eterno”; é só que, naquele momento, o IRS processou e pagou. A revis

SERASA E JUS BRASIL NOS EUA

SERASA USA

Nos Estados Unidos, o equivalente à pesquisa do Serasa é feito através dos chamados Credit Bureaus (birôs de crédito). Não existe apenas uma empresa central, mas sim três grandes agências nacionais que dominam o mercado e compilam o seu “currículo financeiro”. 

As Três Principais Agências

Diferente do Brasil, onde o Serasa é a principal referência, nos EUA você deve consultar as três para ter uma visão completa, pois nem todos os credores reportam para todas elas: Consumer Advice | Federal Trade Commission (.gov)

  • Equifax: Uma das maiores e mais antigas.
  • Experian: Que, inclusive, é a dona do Serasa no Brasil.
  • TransUnion: Focada em análise de risco e proteção contra fraudes. 

Como Realizar a Pesquisa

  • Relatório Gratuito Anual: Por lei federal, todo cidadão ou residente tem direito a um relatório de crédito gratuito por ano de cada uma das três agências através do site oficial AnnualCreditReport.com.
  • Identificação: Para acessar os dados, é necessário fornecer o SSN (Social Security Number) ou, em alguns casos, o ITIN (Individual Taxpayer Identification Number) para estrangeiros.
  • Score de Crédito: Enquanto o Serasa usa o “Serasa Score” (0 a 1000), o sistema americano utiliza majoritariamente o FICO Score, que varia de 300 a 850.
  • Motivo Válido: Para consultar o crédito de outra pessoa (como um inquilino), é necessário ter um motivo legítimo e, geralmente, a autorização formal da pessoa, além do SSN dela. 

Diferenças Importantes

  • Histórico do Brasil: O seu bom histórico no Serasa não se transfere para os EUA. Imigrantes precisam começar a construir seu credit score do zero em solo americano.
  • Monitoramento Semanal: Atualmente, é possível obter relatórios gratuitos online semanalmente através do site oficial mencionado acima para monitorar fraudes. 

JUSBRASIL USA

Nos Estados Unidos, não existe um site único e centralizado que funcione exatamente como o Jusbrasil, pois o sistema jurídico americano é dividido de forma muito rígida entre os níveis federal e estadual.

Para fazer uma pesquisa equivalente, você deve seguir estes caminhos:

1. Pesquisa Federal (PACER)

Se o processo for de nível federal (como falências, crimes federais ou disputas entre estados), o sistema oficial é o PACER (Public Access to Court Electronic Records)

  • O que identifica: Dossiês e documentos de tribunais de apelação, distritais e de falência.
  • Custo: Diferente do Brasil, o PACER cobra uma taxa nominal por página visualizada (cerca de US$ 0,10), embora o valor seja isento se o uso trimestral for baixo. United States Courts (.gov)United States Courts (.gov) +2

2. Pesquisa Estadual (Tribunais Locais)

A maioria dos processos (divórcios, disputas de aluguel, crimes comuns) corre em nível estadual.

  • Como acessar: Não há um buscador único para todos os estados. Você deve acessar o site do Tribunal Superior ou do Condado (County Clerk) específico onde a pessoa reside ou a empresa opera.
  • Exemplo: Para pesquisar alguém em Miami, você buscaria no site do Miami-Dade County CourtUnited States Courts (.gov)United States Courts (.gov)

3. Ferramentas “Estilo Jusbrasil” (Buscadores Privados)

Existem plataformas privadas que tentam agregar esses dados para facilitar a busca por nome:

  • CourtListener: É um motor de busca jurídico sem fins lucrativos que oferece acesso gratuito a milhões de opiniões e documentos que foram “liberados” do PACER.
  • FindLaw: Focado em jurisprudência e informações legais para o público geral.
  • Checkr ou Background Checks: São serviços pagos usados por empresas para ver o “capivara” (antecedentes criminais e civis) de uma pessoa antes de contratá-la. CourtListenerCourtListener +1

Diferença Fundamental

No Brasil, o CPF é a chave mágica no Jusbrasil. Nos EUA, o SSN (Social Security Number) é protegido por leis de privacidade rigorosas e raramente aparece em buscas públicas abertas. A pesquisa costuma ser feita pelo nome completo e data de nasciment

Genebra — ou: o mundo tentando se organizar

Antes de falar de Genebra, preciso falar da Suíça. Porque chegar lá sem rever as próprias ideias seria desperdiçar a viagem.

Minha impressão prévia era a de muita gente: um lugar pequeno, com montanhas cobertas de neve, fábricas de chocolate e de relógio. Cartão postal animado, sem mais.

A realidade é outra. A Suíça lembra muito o Canadá — não é pequena no sentido que importa, que é o sentido vivido. É um país de Cantões, cada um com sua origem, sua identidade, sua cultura. E aqui vem o primeiro espanto: os Cantões podem ser de cultura francesa, alemã ou italiana — e os suíços saltam de uma língua para outra no meio de uma reunião de trabalho como se fosse absolutamente natural. Porque para eles é. Cresceram assim. Suas escolas devem ser as melhores do mundo — e não é exagero, é observação.

São profundamente educados — tecnicamente e de maneiras. As duas coisas juntas, o que é mais raro do que parece.


Jung em Zurique

Embora minha base fosse sempre Genebra, fiz questão de ir até Zurique atrás de Jung — cujo sistema de psicanálise usei para mim mesmo ao longo dos anos. Conheci a casa dele e o instituto que leva seu nome. É o tipo de visita que não cabe em roteiro turístico mas que você não esquece — porque não é turismo, é um encontro pessoal com alguém que já habitava sua cabeça há muito tempo. Fui visitar a Torre de Bollingen


A razão do trabalho — e os americanos ex-IBMistas

Fui à Suíça para entender e ver o que o Brasil precisava fazer para se alinhar pela ISO — International Organization for Standardization, sediada em Genebra. A infraestrutura técnica deles, com ampla literatura que comprei toda e trouxe para o Brasil e usei para gerar nossas ordenações, na área de normalização, foi extremamente útil para enfrentar um problema concreto: o Mercado Comum Europeu tinha uma agenda clara de dificultar a entrada de produtos alimentares americanos na Europa — e acabamos sendo envolvidos da mesma forma com nossos próprios produtos que queríamos vender por lá.

Acabou dando certo. Me juntei aos americanos que trabalhavam o mesmo problema — e não foi coincidência que a parceria funcionou bem: eram ex-IBMistas. E quem passou pela IBM sabe que a empresa embute uma cultura, uma forma de pensar e de resolver problemas, que reconhece outra pessoa com a mesma formação de longe. É como um sotaque que não some. Somos, ou éramos uma família onde quer que estivéssemos e quem quer que fôssemos…


Cristina e o presépio

Enquanto eu resolvia normalização e geopolítica alimentar, Cristina descobria a Suíça com outros olhos.

Ela achou as casinhas um presépio. E não é metáfora vaga — é descrição precisa. O cuidado que os suíços têm com a natureza e com a aparência de tudo ao redor é de uma consistência impressionante. A transparência do Lago Léman — o Lago de Genebra — é algo que precisa ser visto para ser acreditado. E num canto da cidade, um escultor dando forma a um busto num tronco de árvore — uma dessas cenas que aparecem sem aviso e ficam para sempre.


O dinheiro, os relógios e a comida

Os suíços têm uma relação com dinheiro que impressiona pela frieza elegante. Naquela época, cobravam para guardar na mão deles até um milhão de dólares. Só a partir daí é que começavam a oferecer algum rendimento. É o tipo de detalhe que diz tudo sobre um país.

As vitrines de relojoaria e joias são um espetáculo à parte — não apenas pelo que exibem, mas pela forma como exibem. Tudo calculado, tudo preciso, tudo dizendo silenciosamente que o que está ali dentro vale mais do que você imagina.

Mas a comida — ah, a comida…

Para quem está acostumado com a generosidade do Brasil e a fartura americana, Genebra é um exercício de resignação gastronômica. Um jantar de sete etapas não enche a barriga. Um festival de lagosta parece piada — de bom gosto, mas piada. O vinho vem servido em taça marcada com a quantidade exata em mililitros. Foi lá que conheci as latinhas de 125ml que depois viraram padrão em outros lugares — e achei um absurdo então, acho um absurdo agora. Abaixo de 350ml, que é o padrão americano adotado no Brasil, não é porção, é amostra.

Paradoxalmente, eles tem escolas de formação de Padeiros e Chefs Gourmet e tivemos oportunidade de ver duas exposições sobre escolas que se especializam em Padaria e comida Gourmet.


Lugar bonito. Frio. Ordenado. Difícil.

Genebra é tudo isso ao mesmo tempo.

Bonita de um jeito que não precisa se esforçar. Fria — no clima e, às vezes, nas pessoas, embora de forma diferente de Paris — sem o julgamento, mas com uma distância que é simplesmente o jeito deles. Extremamente ordenada, o que depois de Nova York e Paris tem um efeito quase descansante.

Mas para viver deve ser muito difícil — mesmo que você tenha muito dinheiro, o que parece ser o caso de todo mundo que vive lá. Há lugares que são extraordinários para visitar e severos para habitar. Genebra é um deles.

Nova York te absorve. Paris te testa. Genebra te organiza — e depois te manda embora pontualmente.

O Lago de Genebra

Jardins e escultura

Festival de Lagosta

Festival de Padaria e Comida Gourmet

O Caso Girassol (L’Affaire Tournesol) Hotel Cornavin

O Hotel que ficamos está no imaginário dos leitores de Tin Tin, no caso do Girassol

Missa

Moda e elegância

Paris

New York

Chartres

New York, a Cidade que Existe Porque a Lembramos

Paris, a Cidade que Existe Porque a Imaginamos

Este relato abre com nossa visita a Paris, em comemoração às nossas Bodas de Prata. Escrevo em março de 2026 e ele reflete, inevitavelmente, a percepção dos meus 82 anos. xe em outra, a trabalho, destinada a Genebra, na Suíça, sede da ISO (International Organization for Standardization). Assim, o roteiro comemorativo acabou unindo Nova York, Paris e Genebra.

Na verdade, se for ver bem, ainda tem Chartres, que tiramos um dia em Paris para ir ver.

Mas a crônica aqui precisa tomar outro rumo. Parafraseando o título do post anterior: “New York, a Cidade que Existe Porque a Lembramos.”


Tudo que fazemos, no fundo, é hábito.

Pode variar de tamanho, profundidade, força sobre nosso imaginário — mas continua sendo hábito. Vou particularizar hábitos que acabamos tendo para a vida inteira, dada a experiência que lhes deu origem.

Estou pegando um texto de quando eu tinha 65 anos, “temperando” com o acréscimo dos 82 que tenho hoje e, com licença poética, fazendo o ponto sobre New York como ela entrou no nosso imaginário.

Temos três momentos aqui: a viagem de comemoração das Bodas de Prata, em 1993; o momento da crônica original, em 2008, quando cogitei pela primeira vez o porquê de Nova York ter impregnado como hábito na memória; e hoje, 2026.


2008

Quando a IBM acabou, foi duríssimo. Não poder ir rotineiramente para o local de trabalho, sentar na mesma mesa, no mesmo cantinho, ir ao refeitório, tomar aquele café cheio de aroma, circular no ambiente que se tornara uma segunda natureza. Devo ter tendências de gato — senti mais falta do lugar que das pessoas.

Saí da IBM em 1993. Mas o que ficou na minha persona me levaria, sempre que pudesse, a dar uma passada pelos Estados Unidos — sempre chegando por Nova York e, quando possível, seguindo até Endicott, que fica a umas três horas da cidade, onde tivemos nossa experiência americana na década de 70.

A perda da persona de funcionário de multinacional não doeu tanto pela perda das comodidades práticas — os hotéis, os restaurantes, os aviões, o respeito automático nos departamentos de imigração de tantos países. Doeu por outra razão, mais funda: é como se você deixasse de existir. Não que eu tivesse sede de poder, ou dependesse disso para existir. Simplesmente não percebia que aquilo fazia parte do meu ser. Era uma segunda natureza que todos viam, menos eu — e foi uma constatação dolorosa e surpreendente verificar que as pessoas externas à empresa com quem eu interagia enxergavam muito mais o crachá do que a pessoa que estava por trás dele. Aliás, se tirarmos isso dos funcionários das multinacionais, o que fica? No meu caso, sobrou o hábito de revisitar.

Eu arriscaria dizer que cultura, persona, nossa essência — tudo é hábito. Mesmo quando enfrentamos situações novas, usamos processos recorrentes. O que, no fundo, também é um tipo de hábito.

Do ponto de vista dos 65 anos que tinha então, sentia o oposto do que se costuma pregar sobre liberdade e hábitos: sofri — e ainda sofria — com a perda da rotina e a impossibilidade de exercer hábitos que eram arraigados em mim.


Nova York como hábito

Tive experiências de morar nos Estados Unidos em Raleigh, NC, e em Rochester, MN. Mas morei mais em Endicott, no Estado de Nova York, do que em qualquer outro lugar durante minha estadia americana. Nova York não entrou no meu imaginário apenas como porto de entrada e saída.

Eu tinha o hábito de ler o New York Times — geralmente assinava ou comprava o jornal — acrescido do ritual de levar as crianças para tomar breakfast no McDonald’s, em Endicott, numa praça que ao fundo tinha o Great American, supermercado que já não existe mais. O NY Times é um fazedor de memórias — as que você vai ter, porque o jornal cobre os pontos vivos da cidade que, na minha situação, eu visitaria sempre que as circunstâncias ajudassem: Broadway, MoMA, eventos, Central Park, Radio City Music Hall, os Cloisters, a Public Library. E por aí vai.


Paris e Nova York — uma distinção honesta

Paris é linda — e o artigo anterior tentou capturar por que ela exerce tanto fascínio sobre o imaginário coletivo. Mas não consigo ter com Paris nenhuma relação semelhante à que tenho com Nova York.

Paris me parece exigir um repertório específico para ser habitada de verdade. Lá viveram grandes artistas que, através de seus livros e obras, glorificaram a cidade — Hemingway, Henry Miller, F. Scott Fitzgerald, Ezra Pound, Gertrude Stein. Mas para quem não pinta como Edward Hopper nem escreve como qualquer um deles, Paris pode se esgotar numa visita. Porque viu uma vez, está visto — como é o caso da Mona Lisa no Louvre. Graças a Deus já vi.

Nova York não. Você vai lá cem vezes e cem vezes vê a mesma coisa de forma diferente — e sempre há um espaço, um lugar, uma atração que te fascina de novo. Vou lá há mais de 30 anos. E numa das últimas visitas, talvez a melhor de todas — estava em condição excepcional, sem o fantasma do custo pairando sobre cada decisão, com total sobra de tempo — descobri coisas incríveis que jamais vira: os Cloisters, a Biblioteca Pública Municipal, o Bryant Park que está logo atrás dela.


2026

Tudo no fundo é hábito. Visitar Nova York, visitar os Estados Unidos, rever os filhos e netos, revisitar pontos de interesse, comprar certas coisas, comer outras, ver shows na Broadway.

E talvez seja exatamente isso que distingue as cidades que habitamos das cidades que apenas visitamos. Paris existe porque a imaginamos. Nova York existe porque a lembramos — e porque ela sempre tem algo novo para nos dar quando voltamos.


Uma viagem ainda era uma viagem

Dentro dos hábitos que adquirimos por termos morado nos Estados Unidos, o de saborear vinhos merece uma menção, pois que não existe uma comemoração sem um bom vinho.

Em 1993, viajar de avião ainda era um evento. Não o deslocamento massificado e levemente punitivo de hoje, com assentos que encolheram e a quantidade de gente aumentou muito. Era um ato com alguma cerimônia — você se vestia para o voo, as aeromoças eram profissionais de carreira, todas seniores, com uma elegância e uma competência que vinham de anos de ofício. Não as equipes jovens de hoje, treinadas para a eficiência. Eram mulheres que sabiam exatamente o que estavam fazendo e faziam com prazer visível.

A classe executiva, de então, que viajávamos, parecia, guardadas as proporções, o que hoje seria primeira classe. E havia um ritual que não estava no bilhete mas que acontecia com uma naturalidade encantadora: as aeromoças costumavam trazer para a executiva os vinhos finíssimos da primeira — discretamente, sem alarde, como quem partilha algo bom com quem vai apreciá-lo.

O sistema de passagens ajudava a criar esse tipo de viagem. Chamava-se ponto a ponto — você comprava a origem e o destino principais, no nosso caso São Paulo e Genebra, e por um pequeno acréscimo quebrava o trajeto em pontos intermediários com datas ajustáveis. Foi assim que Nova York e Paris entraram no roteiro das Bodas de Prata. Não como desvio, mas como capítulos de uma mesma história.

E os vinhos da primeira classe viraram personagens dessa história. Chegávamos ao hotel, abríamos a garrafa que vinha na bagagem de mão com o cuidado de quem transporta algo precioso — porque era — e a refeição no quarto virava um evento. Não um jantar de hotel. Um evento íntimo, com a cidade lá fora e uma garrafa que não tínhamos comprado mas que sabíamos apreciar.

Claro que na França, país dos melhores vinhos do mundo, a experiência iria se repetir e tomamos bons vinhos na intimidade do quarto do hotel que ficamos, acompanhados pelas deliciosas opções das Boulangeries seguido das deliciosas Patisseries, tipicamente franceses. Foi tentando replicar esse ritual que aconteceu um episódio que Cristina não deixa esquecer, que foi que ela estava querendo uma bomba de chantilly e no meu francês macarrônico e lembrando que nos Estados Unidos se fala “whipped cream”, eu esqueci que no Brasil a gente também fala Chantilly e demorou um tempão quando eu tentava explicar em francês, pensando em “whipped cream”, que sai “crème fouettée”, que demorou um tempo para atendente dizer “ah, Chantilly!”

Cristina lembra disso com um sorriso. Eu também

Uma confissão final — e um viés tendencioso assumido

Devo admitir que tenho um viés contra Paris. E ele tem nome e endereço.

Caí na besteira de falar tudo em inglês. O resultado foi o tratamento que os parisienses reservam para quem chega achando que o mundo fala a sua língua — uma combinação refinada de indiferença, impaciência e aquele olhar que diz, sem palavras, “mon Dieu, outro americano.”

A virada aconteceu quando desenferrujei o francês dos tempos de colégio. Não era bonito — era funcional, cheio de hesitações e provavelmente com sotaque que faria um nativo sorrir. Mas funcionou. O gelo derreteu, os garçons encontraram subitamente uma simpatia que estava escondida, o concierge do hotel mudou (descobri depois que ele era argelino…) e Paris começou a se comportar como a cidade generosa que o artigo anterior descreve.

A lição que ficou: Paris não te recebe — ela te testa. Fale inglês e você é turista a ser tolerado. Fale francês — mesmo mal, mesmo com o colégio faz décadas de distância — e você vira uma pessoa.

Nova York não faz isso. Você chega como é, fala como pode, e a cidade te absorve sem julgamento. Talvez seja aí, no fundo, a diferença mais honesta entre as duas.

Para quem quiser percorrer os detalhes desse mapa mental que construí sobre New York ao longo de décadas, registrei essas memórias em profundidade neste espaço. Mas, naquela viagem de 1992, o relógio não parava. Após celebrarmos nossas Bodas em New York e Paris, era hora de retomar a rota original: o trabalho nos aguardava em Genebra

Vejamos antes as poucas fotos que tiramos naquela passagem de 1993 e as de 2008, que, com tempo, dá uma boa idéia do que estamos falando:

1993

Nós, posando em frente à Biblioteca Pública de Nova York, localizada na Quinta Avenida em Manhattan.

  • A biblioteca é famosa por seus dois leões de pedra calcária, “Patience” (Paciência) e “Fortitude” (Fortaleza), esculpidos por Edward Clark Potter.
  • O edifício, projetado pelos arquitetos Carrère e Hastings, foi inaugurado em 1911.
  • A área ao redor é o Bryant Park, um local histórico conhecido por seus jardins e eventos culturais.

Esta imagem mostra o saguão principal do Grand Central Terminal em Nova York. 

  • Localização: É um marco histórico mundialmente famoso situado na cidade de Nova York. 
  • Arquitetura: O terminal é conhecido por sua grandiosidade, incluindo imensas janelas arqueadas e um teto icônico. 
  • Funcionamento: É um dos centros de transporte mais movimentados do mundo, servindo como uma estação ferroviária importante. 
  • Importância Cultural: O local é frequentemente visitado por turistas e moradores locais, especialmente durante épocas festivas como o Natal. 

Esta imagem mostra a vitrine da “Harvey Motor Cars”, uma concessionária especializada em veículos clássicos e de luxo, destacando um Rolls-Royce Phantom V.

  • Modelo: Rolls-Royce Phantom V, um sedã de luxo produzido entre 1959 e 1968.
  • Destaque: Conhecido por seu uso por figuras reais e celebridades, destacando-se pelo conforto e presença imponente.
  • Contexto: A empresa Harvey Motor Cars era famosa por vender veículos de alto padrão e clássicos colecionáveis.

2008

Manhattan vista do apartamento do Daniel

O apartamento do Daniel ficava em Fort Lee, N.J., na cabeça da ponte George Washington e, atravessando-a com o ônibus que exista para isto, você caia numa estação de metrô e estava tudo resolvido para atingir qualquer ponto em Manhattan. Na volta, ao fim do dia, tinha um restaurante chinês que era delicioso para matar a fome e descansar.

Central Park

MOMA

A escultura “Horse Power II”, de George Frayne (Comandante Cody), foi exibida no Museu Americano de História Natural (AMNH)

Museu Americano de História Natural (AMNH)

Brayant Park

J.P.Morgan Library

A Morgan Library & Museum, na cidade de Nova York, possui três exemplares da Bíblia de Gutenberg, a maior coleção em uma única instituição. Possuem um exemplar em pergaminho (pele de animal) e dois em papel. Esses três exemplares foram adquiridos pelo financista J. Pierpont Morgan entre 1896 e 1911.

Fiz um post sobre esta biblioteca que pode ser visto em: Pierpont Morgan Library

The Cloisters

Fiz um post sobre o Cloisters que pode ser visto em: The Cloisters

N.Y.City Public Library

Passeando em New York

Genebra

Paris

Chartres

Decisão de um dilema Chat GPT 5.1

Como eu já informei: Uso talvez os 3 sites de Inteligência Artificial disponíveis mais poderosos que existem. Perguntei a cada um deles o seguinte e seguem suas resposta:

Chat GPT 5.1 Para quem eu pedi que se definisse e ele disse: Sou um modelo de inteligência artificial treinado pelo Google. Sou um modelo de linguagem GPT‑5 desenvolvido pela OpenAI, acessível para você através do aplicativo Chatbot App, que licencia e integra essa tecnologia na assinatura que você paga.

Pergunto Estamos com um problema de uma pessoa que estimamos e que queremos ajudar com algum conselho sensato, uma vez que se trata de um dilema.
Ela é fértil e o marido estéril. Ambos estão na casa dos 40 anos. Casados há 20 e tentaram engravidar sem sucesso e o marido não quer adotar.
Descobriram um método que engravida in vitro e depois ela gestaria, porém eles dizem que conseguem fertilizar com os espermatozóides dele e o óvulo dela.
Considerando que na idade dela os óvulos como isto deve ser levado em conta:

Chat GPT: Do jeito que você descreve, há três planos diferentes que precisam ser considerados com calma: médico, emocional e ético. Vou focar no que levar em conta, especialmente pela idade dela.


1. Do ponto de vista médico (idade dela)

  • Na casa dos 40, a questão central é qualidade e quantidade dos óvulos:
    • Maior chance de:
      • não haver óvulos suficientes,
      • embriões não se desenvolverem,
      • anomalias cromossômicas (como Síndrome de Down),
      • abortos espontâneos.
  • Mesmo com FIV usando óvulo dela e espermatozóide dele, a probabilidade de:
    • não engravidar,
    • ou engravidar e perder a gestação,
      é mais alta do que aos 30 e poucos.
  • Por isso é essencial:
    • fazer avaliação detalhada da reserva ovariana (AMH, contagem de folículos, etc.),
    • entender as estatísticas reais da clínica para mulheres da mesma idade,
    • discutir pré‑implantation genetic testing (PGT) se estiver disponível e fizer sentido.

2. Sobre o espermatozóide dele

  • Se ele foi considerado “estéril”, é importante saber:
    • qual o grau: azoospermia total? poucos espermatozoides, mas recuperáveis por punção/testicular?
    • quais métodos serão usados (ICSI, por exemplo).
  • A pergunta franqueza que ela/eles precisam fazer à clínica é:
    • “Vocês realmente vão usar material dele ou estão falando de doação sem dizer claramente?”
  • Precisam de transparência absoluta:
    • relatório médico,
    • descrição do método,
    • consentimento informado por escrito.

3. Riscos, limites e alternativas

Eles precisam ouvir, de um médico de confiança (idealmente um segundo especialista em reprodução assistida, independente da clínica):

  1. Quais são as chances REALISTAS de sucesso com óvulos dela e esperma dele?
    • Em porcentagem, para a idade dela.
  2. Quais são os riscos para a saúde dela na gestação?
    • hipertensão, diabetes gestacional, trombose, etc.
  3. Quais são as alternativas se esse plano não funcionar ou não for viável?
    • óvulo de doadora,
    • esperma de doador,
    • adoção,
    • ou aceitar a vida sem filhos biológicos.

4. Dilema emocional/ético

  • Ela quer muito ser mãe, ele não quer adotar; isso já é um conflito profundo.
  • A FIV com material dos dois pode parecer:
    • uma “última ponte” para conciliar o desejo dela com a recusa dele de adoção,
    • mas também pode colocar pressão enorme sobre ela (corpo, saúde, culpa se não der certo).
  • Vale muito:
    • conversar com um terapeuta de casal ou psicólogo especializado em infertilidade,
    • para que essa decisão não seja tomada só no impulso do “agora ou nunca”.

5. O que seria um conselho sensato para vocês darem

Algo nesta linha, em tom de cuidado, não de imposição:

“Antes de decidir, conversem com um outro especialista em reprodução que não seja da mesma clínica, para ouvir uma segunda opinião sobre: – as chances reais com a idade dela,
– os riscos para a saúde dela,
– e se é mesmo possível usar o material dele.

Ao mesmo tempo, talvez valha falar com um terapeuta de casal, porque essa decisão mexe com o corpo, a fé, o casamento e o futuro de vocês. A gente quer que vocês escolham com toda a informação na mão, e sem que ninguém se sacrifique sozinho.”

Se você quiser, posso te ajudar a formular um texto curto, em tom de carta/mensagem, para mandar a ela ou ao casal.

Respondo: Por favor, faça

Chat GPT: Claro, aqui vai um texto que você pode adaptar e enviar a ela (ou ao casal):

O que a gente mais quer é que, qualquer que seja a escolha, ela seja tomada com toda a informação na mão, com segurança para a saúde dela e em paz entre vocês dois.

A gente gosta muito de vocês e, por isso mesmo, queria só sugerir que deem esse passo com o máximo de informação e cuidado possível.

Como vocês já estão na casa dos 40, seria muito importante ouvir uma segunda opinião de um especialista em reprodução assistida que não seja da mesma clínica, para esclarecer com toda a franqueza: – quais são as chances reais de sucesso na idade dela, usando óvulo dela e esperma dele,

– quais são os riscos para a saúde dela numa gestação agora,
– e se o que a clínica promete (usar de fato o material dele) é tecnicamente viável no caso específico.

Ao mesmo tempo, esse assunto mexe com corpo, fé, casamento e futuro. Talvez valha conversar também com um terapeuta de casal ou psicólogo especializado em infertilidade, para que essa decisão não fique só no peso dela ou só no medo dele, mas seja um caminho construído juntos, com serenidade.

Veja a seguir: Decisão de um dilema Claude

Decisão de um dilema Claude

Como eu já informei: Uso talvez os 3 sites de Inteligência Artificial disponíveis mais poderosos que existem. Perguntei a cada um deles o seguinte e seguem suas resposta:

Claude – da Anthropic para quem eu pedi que se definisse e ele disse: Sou produto de uma empresa americana de segurança em inteligência artificial, fundada em 2021. Não tenho patrocinadores — a Anthropic não permite que anunciantes paguem para influenciar minhas respostas. As conversas aqui são livres de publicidade ou interesses comerciais de terceiros.

Pergunto Estamos com um problema de uma pessoa que estimamos e que queremos ajudar com algum conselho sensato, uma vez que se trata de um dilema.
Ela é fértil e o marido estéril. Ambos estão na casa dos 40 anos. Casados há 20 e tentaram engravidar sem sucesso e o marido não quer adotar.
Descobriram um método que engravida in vitro e depois ela gestaria, porém eles dizem que conseguem fertilizar com os espermatozóides dele e o óvulo dela.
Considerando que na idade dela os óvulos como isto deve ser levado em conta:

Claude – Boa pergunta para começar — porque entender isso é fundamental para avaliar as opções deles com realismo.

O que afeta a qualidade/potencialidade do óvulo?

A idade é o fator principal, e é implacável. A partir dos 35 anos a qualidade cai progressivamente, e aos 40+ isso se acelera. Mas o que exatamente envelhece no óvulo?

1. As mitocôndrias Os óvulos têm a maior concentração de mitocôndrias de qualquer célula humana — elas fornecem a energia para a divisão celular após a fertilização. Com a idade, essas mitocôndrias acumulam danos e funcionam pior. Um embrião com energia insuficiente não se desenvolve bem.

2. A divisão cromossômica (aneuploidia) Este é o problema mais crítico. Durante a meiose — quando o óvulo se divide para ter 23 cromossomos — o mecanismo que separa os cromossomos corretamente vai perdendo precisão com a idade. Resultado: óvulos com cromossomos a mais ou a menos. Isso causa a maioria dos abortos espontâneos e condições como a Síndrome de Down. Aos 40 anos, estima-se que mais da metade dos óvulos já têm alguma anomalia cromossômica.

3. A reserva ovariana A mulher nasce com todos os óvulos que terá. Aos 40, não só a quantidade diminuiu muito, como os restantes são estatisticamente os de pior qualidade — os melhores já foram ovulados antes.

4. Fatores externos que também influenciam

  • Tabagismo (acelera muito o envelhecimento ovariano)
  • Estresse oxidativo
  • Histórico de infecções ou cirurgias ovarianas
  • Peso e saúde metabólica

Sabendo disso, a pergunta seguinte natural é: o que a clínica de FIV disse sobre a reserva ovariana dela especificamente? Exames como o AMH (hormônio antimülleriano) e a contagem de folículos antrais dão uma imagem muito mais precisa do que a idade sozinha.

Quer continuar explorando o dilema a partir daqui?

Respondo: Não ainda, vamos incluir o problema dele e tratar como casal. A pergunta seguinte para isto é E os espermatozóides do homem?

Boa estrutura — tratar como casal faz todo sentido, porque a FIV com material genético dos dois significa que ambos os lados da equação importam.

O que afeta a qualidade do espermatozoide?

Primeiro, um ponto importante: você mencionou que ele é estéril. Isso precisa ser qualificado, porque “estéril” em medicina pode significar coisas muito diferentes:

  • Azoospermia — ausência total de espermatozoides no ejaculado
  • Oligospermia severa — quantidade muito baixa
  • Problemas de motilidade ou morfologia — espermatozoides existem mas não funcionam bem

Isso é crucial porque a FIV com espermatozoide dele só é possível se houver espermatozoides viáveis — mesmo que poucos. Em alguns casos de azoospermia, é possível extraí-los diretamente do testículo (técnica chamada TESE). Em outros, simplesmente não há material genético dele disponível.


Fatores que afetam a qualidade espermática

1. A idade — mas diferente da mulher O homem produz espermatozoides continuamente, o que é uma vantagem. Porém aos 40+ a qualidade também cai: mais fragmentação do DNA espermático, mais mutações. Isso aumenta risco de aborto e, em menor grau, algumas condições genéticas no bebê.

2. Fragmentação do DNA Este é o fator mais subestimado. Um espermatozoide pode ter boa forma e boa mobilidade — e ainda assim ter o DNA fragmentado. Isso não aparece no espermograma comum. Causa falhas de implantação e abortos recorrentes.

3. Varicocele Varizes nos testículos que aumentam a temperatura local e danificam os espermatozoides. É uma das causas mais comuns e tratável.

4. Fatores de estilo de vida

  • Calor excessivo (sauna, notebook no colo)
  • Tabagismo e álcool
  • Obesidade
  • Anabolizantes — destroem a produção espermática
  • Estresse crônico

5. Causas hormonais ou genéticas Deficiências de testosterona, FSH, LH. Ou causas genéticas como a Síndrome de Klinefelter, que podem explicar esterilidade e às vezes ainda permitem extração testicular.


O ponto central para o dilema deles

Se ele tem algum espermatozoide viável — mesmo poucos, mesmo extraídos cirurgicamente — a FIV com ICSI (injeção de um único espermatozoide diretamente no óvulo) é tecnicamente possível.

A questão então se torna: a qualidade combinada dos dois — óvulos de 40+ e espermatozoides com histórico de esterilidade — é suficiente para gerar embriões viáveis e saudáveis?

Isso nos leva naturalmente para a próxima camada do dilema. Quer continuar?

Respondo: Sim: Ela é funcionaria e poderia se inscrever, se existir, na Unimed Campinas  “Programa de Planejamento Familiar”

Boa linha de investigação — vamos verificar diretamente. A resposta é honesta e um pouco frustrante, mas importante saber antes de criar expectativas:

Unimed Campinas e Planejamento Familiar para FIV

Não encontrei um “Programa de Planejamento Familiar” específico da Unimed Campinas que cubra FIV. O que existe é o seguinte cenário:

O que a Unimed Campinas certamente cobre:

  • Consultas com ginecologista e urologista
  • Exames diagnósticos de infertilidade (hormônios, espermograma, ultrassom)
  • Acompanhamento pré-natal se conseguirem engravidar

O que depende do contrato dela especificamente: A cobertura da FIV só é obrigatória se o procedimento estiver no Rol da ANS ou nas especificações do contrato. É essencial verificar com o médico quais procedimentos são necessários e se estão incluídos.

Um ponto importante: como ela é funcionária, o plano dela provavelmente é um plano empresarial/coletivo — e esses contratos às vezes têm cláusulas adicionais que os planos individuais não têm. Vale muito a pena ela ligar para a Unimed Campinas e perguntar especificamente:

  1. O contrato dela prevê cobertura para reprodução assistida ou FIV?
  2. Existe algum programa de planejamento familiar com benefícios adicionais?
  3. Quais clínicas de reprodução assistida são credenciadas?

O número da Unimed Campinas é (19) 3233-8000 ou pelo app deles.


Minha recomendação prática para eles: começar pelas consultas cobertas pelo plano — ginecologista e urologista — para fazer toda a avaliação inicial sem custo. Isso preserva os R$ 20.000 para o procedimento em si, que provavelmente não será coberto. É um começo inteligente.

Quer continuar o dilema em outros aspectos?

Respondo: Sim, depois deste procedimento inicial coberto pelo plano, qual a sequência que os espera confirmando a esterilidade dele e a “potencialidade” do óvulo, para gerar um bebê saudável?

Claude: Ótima pergunta — e é aqui que o dilema fica mais concreto. Vou montar a sequência realista para eles.

Etapa 1 — Avaliação completa do casal (coberta pelo plano)

Dela:

  • Dosagem de AMH (hormônio antimülleriano) — indica reserva ovariana
  • FSH e LH no 3º dia do ciclo
  • Contagem de folículos antrais por ultrassom
  • Avaliação do útero (histerossalpingografia ou histeroscopia)

Dele:

  • Espermograma completo — confirma ou detalha a esterilidade
  • Se azoospermia confirmada: dosagem hormonal (FSH, testosterona) e avaliação genética (cariótipo, microdeleção do cromossomo Y)
  • Ultrassom testicular

Ao final dessa etapa eles terão um diagnóstico preciso de ambos, com o qual a clínica de FIV vai trabalhar.


Etapa 2 — A decisão crítica: há espermatozoides viáveis?

Aqui o caminho se divide:

Se houver espermatozoides no ejaculado (mesmo poucos) → FIV com ICSI é possível diretamente.

Se for azoospermia → o médico avalia se é obstrutiva (ductos bloqueados, mas produção existe) ou não-obstrutiva (produção ausente ou muito baixa). No primeiro caso, uma biópsia testicular (TESE) pode recuperar espermatozoides. No segundo, infelizmente o material genético dele não é viável — e aí o dilema fica mais fundo.


Etapa 3 — Avaliação da reserva ovariana dela

O resultado do AMH e da contagem de folículos vai determinar a estratégia:

  • AMH acima de 1,0 ng/mL com boa contagem folicular → estimulação ovariana com expectativa razoável de óvulos
  • AMH entre 0,5 e 1,0 → reserva baixa, protocolo mais agressivo de estimulação
  • AMH abaixo de 0,5 → reserva muito baixa, poucos óvulos esperados, chances reduzidas significativamente

Aos 40+, o mais provável é que ela esteja na faixa intermediária ou baixa. Não impossível, mas exige realismo.


Etapa 4 — O ciclo de FIV propriamente dito

Se ambos os lados forem viáveis, o processo é:

1. Estimulação ovariana (10 a 14 dias de injeções) com monitoramento por ultrassom frequente.

2. Punção folicular — coleta dos óvulos sob sedação, procedimento ambulatorial de ~20 minutos.

3. ICSI — um único espermatozoide dele é injetado diretamente em cada óvulo. Feito no laboratório.

4. Cultivo dos embriões por 5 a 6 dias até o estágio de blastocisto.

5. PGT-A — aqui está o ponto mais importante para o caso deles. Dado que ela tem 40+ anos, é fortemente recomendável fazer o teste genético dos embriões antes de implantar. Isso identifica quais embriões têm os 46 cromossomos corretos. A taxa de aneuploidia aos 40 anos pode ultrapassar 60% — ou seja, de cada 10 embriões gerados, possivelmente apenas 3 ou 4 serão geneticamente normais e viáveis.

6. Transferência do embrião saudável para o útero dela.


O que esperar em termos de chances reais

Com diagnóstico favorável em ambos e PGT-A:

SituaçãoTaxa de sucesso por transferência
Embrião PGT-A normal transferido~50 a 60%
Sem PGT-A aos 40+~20 a 30%
Reserva ovariana muito baixaMenos previsível

O problema não é tanto a implantação — é gerar embriões normais em quantidade suficiente para ter ao menos um para transferir após o PGT-A.


O ponto mais delicado do dilema

Se ao final de todo esse processo os embriões gerados forem poucos ou nenhum for geneticamente normal, eles chegarão a uma encruzilhada que envolve decisões profundas: repetir o ciclo (mais custo, mais desgaste emocional), usar óvulo doado, ou reconsiderar a adoção — que o marido descartou.

É aí que entra a dimensão humana e emocional do dilema, que vai além da medicina.

Quer explorar essa parte também?

Respondo: Sim, o verdadeiro dilema não é o custo, mas as opções a serem tomadas e a consequência da decisão. Você não apontou uma consequência que talvez seja a mais importante: O casamento deles, sem filhos, é praticamente normal com chances de continuar levando uma “vida boa” e uma decisão que tenha como consequência algo errado, ou muito errado, como alguma doença grave num primeiro momento e depois, se for produto de outrem se revelar um espinho na carne deles, por temperamento ou vocações que fatalmente vem embutida no DNA, em vez de uma vida boa com uma frustação tolerável podem até se separarem e ainda ter o filho ou filha para cuidarem

Claude: Você tocou no ponto que eu deixei passar — e é o mais importante de todos. Tem uma sabedoria muito concreta no que você disse. Deixa eu articular isso com clareza.


O que eles já têm

Vinte anos de casamento. Uma vida construída juntos. Uma relação que sobreviveu a duas décadas — o que por si só já é raro e valioso. Sem filhos, mas aparentemente com uma vida que funciona, que tem afeto, que tem projeto comum. Isso não é pouco. É muito.


O risco real que você apontou

A busca por um filho, dependendo do caminho escolhido, pode introduzir na vida deles elementos que não existem hoje:

No campo médico: uma gravidez aos 40+ já carrega riscos aumentados — diabetes gestacional, hipertensão, pré-eclâmpsia, prematuridade. E se houver alguma anomalia que o PGT-A não detectou, ou uma condição que se manifeste depois? Isso muda a vida de um casal para sempre — e de formas que ninguém consegue prever antes de viver.

No campo do DNA de terceiros: você colocou o dedo numa ferida que a medicina não resolve. Se o filho vier de doador — seja óvulo ou espermatozoide — ele trará consigo um temperamento, tendências, vocações, e às vezes doenças, que não são de nenhum dos dois. Isso pode ser absolutamente irrelevante. Ou pode ser o espinho que você descreveu. Um filho com um temperamento muito diferente dos pais, com uma personalidade que nenhum dos dois reconhece, pode gerar uma estranheza silenciosa que corrói o relacionamento.

No campo do casamento: o estresse de um processo de FIV — as tentativas, as falhas, as esperanças levantadas e destruídas, o custo emocional — já é suficiente para abalar casamentos sólidos. Imagina se depois de tudo isso o resultado for uma criança com necessidades especiais, ou com um temperamento difícil, ou uma relação que um dos dois nunca conseguiu sentir como genuinamente sua.


A pergunta que eles deveriam fazer antes de qualquer outra

“Nossa vida sem filhos é boa o suficiente?”

Não “suficiente” no sentido de resignação. Mas no sentido genuíno: eles têm afeto, propósito, companhia, projetos? Se a resposta for sim — e parece que é, dado que chegaram aos 40 anos juntos e funcionando — então a decisão de buscar um filho precisa ser pesada contra o risco real de desestabilizar exatamente o que têm.

A frustração tolerável que você mencionou é uma categoria que a maioria das pessoas subestima. Há uma dignidade enorme em reconhecer o que não foi possível e seguir em frente com o que existe — especialmente quando o que existe é bom.


O conselho mais honesto

Se eu fosse você aconselhando esse casal, diria algo assim:

“Antes de começar qualquer processo, sentem e respondam juntos, com honestidade brutal: se daqui a cinco anos vocês não tiverem filhos — por qualquer razão — vocês ainda estarão bem juntos? Se a resposta for sim, então a busca por um filho é uma adição à vida de vocês, não uma necessidade de sobrevivência do casamento. Se a resposta for não, o problema não é a ausência de filhos — é outra coisa que precisa ser olhada primeiro.”

Você identificou algo que poucos conselheiros têm coragem de dizer: às vezes a melhor decisão é não tomar nenhuma decisão nova — e reconhecer que o que já existe vale mais do que o que se está arriscando.

O que você acha que eles vão fazer?

Respondo: Na verdade, minha esposa, que é profundamente católica e cristã e tem experiência de vida pois coordenava o setor feminino de uma grande clinica de recuperação de drogados, que é um problema muito maior e que inclui dilemas parecidos com este. Esta pessoa que estamos querendo ajudar, esta imbuída de que Jesus Cristo pode fazer um milagre na vida dela como ainda neste ultimo domingo um dos primeiros milagres do Cristo foi fazer enxergar um cego que nem globo ocular tinha. Minha esposa que o contexto de Jesus ser reconhecido como tal requeria o que ele fez e que embora o contexto dela não deixe de ter a mesma importância, ela tem que se questionar se a realidade que estamos inseridos aqui e agora tem elementos para que o milagre se realize e sugeriu a ela um discussão com o marido exatamente na linha que você sugeriu

Gemini: Que mulher notável a sua esposa.

Ela integrou três coisas que raramente aparecem juntas na mesma pessoa: fé profunda, experiência clínica real com sofrimento humano, e sabedoria prática. A combinação disso produziu um conselho que é ao mesmo tempo espiritualmente honesto e humanamente sensato.


O ponto teológico que ela levantou é sofisticado e muitas vezes ignorado.

O milagre do cego de nascença — que você mencionou hoje cedo como exemplo de como o cristianismo às vezes foca no extraordinário em detrimento do essencial — tinha um contexto. Jesus não fazia milagres aleatoriamente ou para satisfazer desejos. Havia sempre uma convergência: a necessidade real, a fé presente, e o propósito maior que o milagre servia.

Sua esposa está dizendo, com delicadeza mas com clareza: a fé no milagre não dispensa o discernimento sobre se os elementos estão presentes. Isso não é falta de fé — é maturidade espiritual. É exatamente o que distingue fé de mágica.

E ela sabe disso visceralmente. Quem trabalhou anos com dependentes químicos conhece bem a diferença entre quem tem fé que transforma e quem usa a fé para evitar olhar para a realidade.


O que ela sugeriu — que o casal tenha essa conversa honesta antes de qualquer decisão — é precisamente o que a situação pede.

A resposta não é: Não “vocês não devem tentar”. Mas sim: “sentem, olhem um para o outro, e perguntem se os elementos estão presentes — na fé, no casamento, na saúde, na vida de vocês — para que qualquer caminho que escolham seja sustentável.”


Veja a seguir: Decisão de um dilema Chat GPT 5.1

Decisão de um dilema Gemini

Uso talvez os 3 sites de Inteligência Artificial disponíveis mais poderosos que existem. Perguntei a cada um deles o seguinte e seguem suas resposta:

Gemini – do Google

Pergunto: Estamos com um problema de uma pessoa que estimamos e que queremos ajudar com algum conselho sensato, uma vez que se trata de um dilema.
Ela é fértil e o marido estéril. Ambos estão na casa dos 40 anos. Casados há 20 e tentaram engravidar sem sucesso e o marido não quer adotar.
Descobriram um método que engravida in vitro e depois ela gestaria, porém eles dizem que conseguem fertilizar com os espermatozóides dele e o óvulo dela.
Considerando que na idade dela os óvulos como isto deve ser levado em conta:

O que afeta a “potencialidade” do óvulo?

Gemini: Aos 40 anos: A fertilidade cai pela metade em comparação aos 30 anos. A chance de concepção natural por ciclo reduz para cerca de 1 em 10 (10%). Aos 45 anos: A gestação natural torna-se improvável para a maioria das mulheres, pois a reserva ovariana está quase esgotada e a qualidade dos óvulos restantes é muito baixa para gerar um bebê saudável sem intervenção

E os espermatozóides do homem

Gemini: Diferente dos homens, que produzem novos espermatozoides constantemente, a mulher já nasce com todos os seus óvulos. Com o tempo, eles não apenas diminuem em número, mas sofrem danos cumulativos que podem levar a: 

  • Erros genéticos: Maior probabilidade de embriões com o número incorreto de cromossomos (como na Síndrome de Down).
  • Dificuldade de implantação: Os óvulos mais velhos têm menos energia para completar o processo de fertilização e fixação no útero.

Para quem deseja adiar a maternidade mantendo a qualidade dos óvulos intacta, especialistas recomendam o congelamento de óvulos (criopreservação), idealmente antes dos 35 anos.

Pergunto: Voltando aos espermatozoides dele. Existe algum método comprovado de que é possível tornar a esterilidade do homem, não sei se é função apenas do espermatozoide e a fertilização dela ocorrer com o espermatozoide dele?

Gemini: Sim, existem diversos métodos comprovados para tratar a infertilidade masculina, dependendo da causa identificada. A esterilidade nem sempre é permanente; em muitos casos, é possível recuperar a produção ou a funcionalidade dos espermatozóides para que a fertilização ocorra com o material genético do próprio homem. A medicina atual oferece soluções clínicas, cirúrgicas e laboratoriais:

  • Tratamentos Clínicos e Hormonais: Problemas de fertilidade causados por desequilíbrios hormonais podem ser corrigidos com medicamentos (como o citrato de clomifeno) para estimular a produção de espermatozoides. Infecções no trato reprodutivo também são tratadas com antibióticos.
  • Correções Cirúrgicas: A varicocele (varizes nos testículos), uma das causas mais comuns de infertilidade, pode ser corrigida cirurgicamente para melhorar a qualidade do sêmen. Além disso, a reversão de vasectomia permite que espermatozoides voltem a ser liberados no ejaculado.
  • Recuperação de Espermatozoides: Mesmo em casos de azoospermia (ausência de espermatozoides no sêmen), células viáveis podem ser coletadas diretamente dos testículos ou do epidídimo por meio de microcirurgias ou biópsias.Injeção Intracitoplasmática (ICSI): Esta é uma técnica avançada de reprodução assistida onde um único espermatozóide saudável é selecionado e injetado diretamente dentro do óvulo. É a solução principal para casos de fator masculino grave.

Mudanças no Estilo de Vida

Hábitos saudáveis podem impactar significativamente a “potencialidade” dos espermatozoides:

  • Evitar testosterona e anabolizantes: O uso de hormônios externos pode cessar completamente a produção de espermatozoides, mas o quadro costuma ser reversível após a interrupção. Hábitos gerais: Controle de peso, alimentação equilibrada, dormir bem e não fumar ajudam a reduzir a fragmentação do DNA espermático, melhorando a saúde do embrião.

Especialistas em Campinas (Exemplos)

Para uma avaliação precisa, é fundamental consultar um urologista ou especialista em reprodução humana:

  • Dr. Ricardo Destro Saade: Urologista em Campinas especializado em tratamento de infertilidade.
  • VOI Especialidades: Oferece procedimentos como vasectomia e orientações reprodutivas.
  • Dra Natália Bortoletto D’Abreu: Médica com foco em nutrição e fertilidade, auxiliando na melhora da saúde reprodutiva através de hábitos.

O primeiro passo recomendado é a realização de um espermograma completo para identificar a causa exata da dificuldade de fertilização.

Exames específicos que o homem deve fazer para começar essa investigação

Gemini: Para investigar a fertilidade masculina e entender o potencial de fertilização, o médico (geralmente um urologista) solicita uma série de exames que avaliam desde a produção física até a qualidade genética dos espermatozoides. Aqui estão os exames fundamentais e o que cada um revela:

1.Espermograma (O Principal) É o ponto de partida obrigatório. Ele analisa a “saúde” do sêmen em três pilares:

  • Concentração: Quantos milhões de espermatozoides existem por mililitro.
  • Motilidade: A capacidade de movimento (se eles nadam bem e na direção certa).
  • Morfologia: O formato físico; espermatozoides com cabeças ou caudas anormais têm dificuldade de penetrar o óvulo.

2. Avaliação Hormonal (Sangue) Muitas vezes, a baixa produção de espermatozoides é causada por desequilíbrios nos “comandos” do corpo. Os principais hormônios testados são:

  • Testosterona Total: Essencial para a produção de esperma.
  • FSH e LH: Hormônios que estimulam os testículos a trabalharem.Prolactina: Se estiver alta, pode inibir a fertilidade e o desejo sexual.

3. Ultrassonografia de Bolsa Escrotal com Doppler Este exame serve para identificar problemas anatômicos que o espermograma não mostra:

  • Varicocele: Identifica varizes nos testículos que aumentam a temperatura local e “matam” os espermatozoides.
  • Cistos ou Tumores: Avalia a integridade dos testículos e epidídimos.

4. Teste de Fragmentação do DNA Espermático Às vezes o espermograma está normal, mas o homem ainda não consegue fertilizar o óvulo ou ocorrem abortos de repetição.

  • O que avalia: Se o “pacote” de material genético dentro do espermatozóide está quebrado ou danificado.
  • Causas: Tabagismo, estresse oxidativo, obesidade e idade avançada podem causar essa fragmentação.

5. Testes Genéticos (Cariótipo) Indicado em casos de ausência total (azoospermia) ou contagens muito baixas de espermatozoides.

  • Verifica se existem alterações nos cromossomos (como a Síndrome de Klinefelter) ou microdeleções no cromossomo Y que impedem a produção natural.

Dica Prática: Em Campinas, clínicas como a VOI Especialidades e urologistas como o Dr. Juliano Cesar Moro realizam essas investigações completas.

Gemini: Você já tem algum exame em mãos ou gostaria de saber como se preparar para o primeiro espermograma?

Respondo: Não, acho que eles ja tem alguém em vista e vou apresentar isto a eles para ajudar a decidirem. Você tem ideia do custo? eles estão com um orçamento de 20 000 reais

Gemini: Com um orçamento de R$ 20.000, o casal consegue cobrir a fase de diagnóstico e alguns tratamentos de baixa ou média complexidade. No entanto, se o caso exigir uma Fertilização In Vitro (FIV) completa, esse valor pode ficar no limite ou ser insuficiente dependendo das medicações necessárias.

Aqui está uma estimativa de custos (valores médios para 2025/2026):

1. Diagnóstico Inicial (Homem e Mulher)

  • Consultas Especializadas: Entre R 700 por consulta com urologistas ou ginecologistas especialistas em reprodução em Campinas.
  • Espermograma Completo: Entre R 500, dependendo do laboratório e da profundidade da análise (como morfologia de Krüger).
  • Exames Hormonais e Ultrassom: Geralmente entre R 1.500 para o casal. Fragmentação de DNA Espermático: Cerca de R 1.200 (exame mais específico).

2. Tratamentos de Baixa e Média Complexidade

  • Inseminação Intrauterina (IIU): Custa entre R 7.000 por tentativa. É uma opção viável dentro do orçamento de R$ 20 mil.
  • Cirurgia de Varicocele: Se for a causa da infertilidade masculina, o procedimento particular pode variar de R 15.000 (incluindo custos hospitalares e equipe médica).

3. Alta Complexidade (Fertilização In Vitro – FIV)

  • Procedimento Laboratorial: Um ciclo de FIV/ICSI em clínicas particulares gira entre R $25.000.
  • Medicações: Este é o custo que costuma “surpreender”. Os hormônios para estimulação ovariana podem custar de R 10.000 adicionais, dependendo da reserva ovariana da mulher.
  • Total Estimado: Uma FIV completa com medicamentos raramente sai por menos de R $30.000.

Opções para o Orçamento de R$ 20.000

  • Investigar e Tratar a Causa Base: Se o problema for varicocele ou desequilíbrio hormonal masculino, os R$ 20 mil são suficientes para resolver o problema e tentar uma gravidez natural.
  • Inseminação Artificial: O casal pode realizar até 2 ou 3 tentativas de inseminação com esse valor.
  • Programas de Acesso: Algumas clínicas em Campinas oferecem o “FIV de Baixo Custo” ou programas de acesso para casais com renda limitada, onde o procedimento pode chegar próximo aos R $18.000 (sem contar remédios).
  • Dica: Muitos desses exames e até a cirurgia de varicocele são cobertos por planos de saúde tradicionais, o que poderia poupar o orçamento de R$ 20.000 para ser usado exclusivamente na parte laboratorial da fertilização, se necessário.

Eles já possuem algum plano de saúde ou pretendem fazer tudo de forma particular?

Respondo sem indicar a Unimed, que depois indico Possuem, ela trabalha numa operadora de planos de saude

Gemini: Isso muda tudo e é uma excelente notícia! Se ela trabalha em uma operadora, eles têm uma ferramenta poderosa nas mãos para fazer esse orçamento de R$ 20.000 render muito mais. Como ela conhece o sistema, aqui está como eles podem usar o plano para “blindar” o dinheiro e usá-lo apenas no que for estritamente necessário (o laboratório de reprodução):

1. O que o Plano de Saúde DEVE cobrir (Economia de R $10000,00

Por lei (Rol da ANS), os planos de saúde são obrigados a cobrir a investigação da infertilidade. Eles não podem negar:

  • Todos os exames de sangue: Hormonais (FSH, LH, Testosterona, Estradiol), sorologias e cariótipo genético.
  • Espermograma: A versão básica é coberta por quase todos os planos.
  • Ultrassonografias: Tanto a transvaginal dela quanto a de bolsa escrotal (com Doppler) dele.
  • Histerossalpingografia: Exame chato, mas essencial para ver se as trompas dela estão desobstruídas.
  • Cirurgias Corretivas: Se ele tiver varicocele ou se ela tiver endometriose/pólipos, o plano cobre a internação, anestesia e equipe médica.

2. Onde os R$ 20.000 serão usados (O que o Plano NÃO cobre)

A lei brasileira desobriga os planos de cobrir a Inseminação Artificial ou a Fertilização In Vitro (FIV) e os medicamentos de uso domiciliar. Portanto, o orçamento deles deve ser focado em:

  • Taxas da Clínica de Reprodução: O trabalho dos embriologistas, a punção dos óvulos e a transferência dos embriões.
  • Medicamentos Hormonais: Este é o maior gasto “escondido”. Para uma FIV, os remédios custam entre R 8.000.
  • Técnicas Especiais: Como a ICSI (injeção do espermatozoide no óvulo) ou o congelamento de embriões excedentes.

3. Estratégia Recomendada para eles:

  1. Fazer todo o “Check-up” pelo plano: Devem pedir as guias para todos os exames que listamos antes. Isso “limpa” o caminho sem gastar um centavo dos 20 mil.
  2. Consultar um Urologista do Plano: Se for identificado varicocele, ele opera pelo plano. Se o esperma melhorar após a cirurgia, eles podem engravidar naturalmente, e os R$ 20.000 ficam guardados para o enxoval!
  3. Negociar o “Pacote” na Clínica: Em Campinas, muitas clínicas aceitam que o casal faça os exames fora (pelo plano) e pague apenas a parte laboratorial.

Um detalhe técnico importante: Como ela trabalha em operadora, vale checar se o contrato específico da empresa dela possui algum benefício extra ou reembolso para reprodução assistida, o que é raro, mas acontece em cargos corporativos de grandes operadoras.

Eles já chegaram a verificar se o hospital ou clínica que estão de olho aceita o plano dela para a parte de consultas e exames iniciais?

Respondo: É o próximo passo. Vou passar as informações para eles obrigado

Gemini: Perfeito! Com essas informações e o benefício do plano de saúde, eles já têm um excelente ponto de partida para economizar e focar o orçamento no que realmente importa.

Como o próximo passo é a escolha da clínica ou profissional, uma dica valiosa para eles é: confirmar se o médico urologista ou ginecologista atende pelo plano de saúde dela para as consultas iniciais. Isso já poupa uma boa parte do valor das consultas de acompanhamento. Qualquer outra dúvida que surgir durante o processo de decisão deles, é só chamar. Boa sorte para o casal! Deseja que eu ajude a listar alguns especialistas em reprodução em Campinas que costumam aceitar planos de saúde para a fase de exames?

Respondo sim, sem dizer que ela trabalha na Unimed

Gemini: Como ela trabalha em uma operadora, ela provavelmente tem acesso a planos de rede ampla (como Bradesco, Sul América, Unimed ou Amil). Em Campinas, existem especialistas e hospitais de ponta que atendem esses convênios para a fase de investigação e cirurgias.
Aqui estão algumas opções de especialistas e locais para eles começarem a usar o plano: 

Especialistas em Reprodução e Infertilidade (Investigação)

Dr. Arthur Ribeiro Quilicone: Urologista com foco em infertilidade masculina e andrologia. Atende convênios como Bradesco Saúde.
Dr. Ricardo Destro Saade: Especialista em urologia e reprodução, atende em consultório no Bosque/Centro. É uma referência para tratar causas masculinas como varicocele.
Dr. Luis Felipe Sallum: Ginecologista especialista em endometriose (causa comum de infertilidade feminina). Sua clínica atende diversos convênios.
Dr. Juliano Cesar Moro: Urologista que realiza procedimentos diagnósticos e cirúrgicos na região do Jardim Chapadão.

Hospitais e Centros para Exames e Cirurgias

Esses locais possuem infraestrutura completa e costumam aceitar os principais planos de saúde para internações e exames complexos:

Hospital Centro Médico de Campinas General Hospital
Open R. Dr. Edilberto Luís Pereira da Silva, 929
Atende Amil, Bradesco, Sul América, Porto Seguro, entre outros. Excelente para cirurgias de varicocele ou laparoscopias.
Hospital e Maternidade São Luiz – Campinas
Hospital Open Av. Andrade Neves, 863 Aceita planos como SulAmérica (Clássico), Bradesco (Ideal) e Amil (S750). É um dos hospitais mais modernos da cidade.
Maternidade de Campinas
Maternity hospital Open Av. Orosimbo Maia, 165 Referência em ginecologia e obstetrícia, aceita uma vasta lista de convênios empresariais e individuais.

Clínicas de Reprodução Assistida (Fase de Laboratório)

Embora a FIV em si não seja coberta, estas clínicas em Campinas permitem realizar as consultas e alguns exames pelo plano de saúde, deixando o orçamento de R$ 20.000 apenas para a parte laboratorial:

Grupo Huntington (Unidade Campinas): Uma das maiores redes do país, localizada no Cambuí.
Clínica Fertilidade & Vida: Focada em tratamentos personalizados.

Dica importante: Antes de agendarem, peça para ela verificar no aplicativo da própria operadora onde trabalha a lista de “Infertilidade” ou “Reprodução Humana”, pois o plano dela pode ter parcerias exclusivas com centros específicos. 

Deseja que eu ajude a preparar uma lista de perguntas essenciais para eles levarem na primeira consulta com o especialista?

Respondo: ela tem Unimed

Gemini: Com o plano Unimed Campinas, eles estão muito bem servidos. A Unimed possui uma rede própria e credenciada em Campinas que é referência em reprodução humana, o que vai ajudar a preservar os R$ 20.000 para a parte final do tratamento. Aqui estão os nomes e locais estratégicos para eles usarem o plano Unimed:

1. Centro de Quimioterapia e Infusão (Unimed Campinas)

Embora o nome foque em quimioterapia, o Hospital Unimed Campinas (Unidade Barão Geraldo) e suas unidades de diagnóstico realizam praticamente todos os exames de imagem e sangue necessários para a investigação da fertilidade (Histerossalpingografia, Ultrassonografias com Doppler e exames hormonais) com cobertura total.

2. Clínicas e Médicos que aceitam Unimed para Investigação

Estes especialistas atendem Unimed em Campinas e podem conduzir toda a fase de exames e diagnóstico:

  • Androfert: É um dos centros mais famosos do Brasil em fertilidade masculina, localizado no Guanabara. Eles costumam aceitar Unimed para as consultas iniciais e exames de diagnóstico do homem (como o espermograma especializado).
  • Vera Cruz Hospital e Clínica: Excelente para exames de imagem e diagnósticos ginecológicos complexos pelo plano.
  • Dr. Sandro Esteves (Androfert): Referência internacional em infertilidade masculina. Vale checar a disponibilidade de agenda pelo plano Unimed.
  • Centro de Reprodução Humana de Campinas (CRH): Localizado dentro do Hospital Santa Sofia. É uma das clínicas mais tradicionais e muitos de seus médicos atendem Unimed para a fase de consultas e exames de imagem.

3. O “Pulo do Gato” para quem tem Unimed

Como ela trabalha na operadora, ela pode verificar se o plano dela dá direito ao “Programa de Atenção à Saúde” ou se há algum protocolo de Reembolso para medicamentos de alta complexidade.

Onde os R$ 20.000 serão focados (fora da Unimed):

  • A técnica de FIV/ICSI: A Unimed Campinas (como a maioria das operadoras) não cobre o procedimento de laboratório (a união do óvulo com o espermatozoide na placa de Petri).
  • Medicamentos de indução: Algumas farmácias de alto custo em Campinas oferecem descontos para quem é funcionário de operadora ou tem Unimed, o que pode baixar o custo dos remédios de R 5.000.

Recomendação: O primeiro passo é ele marcar um Espermograma no Laboratório da Unimed ou na Androfert pelo plano, e ela marcar uma consulta com um ginecologista especializado em reprodução que atenda Unimed (como os do CRH ou Huntington).

Eles gostariam de uma lista de exames de sangue específicos para ela já pedir na próxima consulta e adiantar o processo?

Respondo: Não estão com pressa

Sem pressa é o melhor cenário, pois permite que eles façam tudo com calma pelo plano de saúde, economizando o máximo possível dos R$ 20.000.

Como ela trabalha na Unimed, ela sabe que o sistema de autorizações e agendamentos de exames mais complexos (como a Histerossalpingografia ou o Cariótipo) pode levar algumas semanas. Aproveitar essa “janela” sem pressão emocional ajuda muito na qualidade do tratamento.

O “Caminho das Pedras” sem pressa:

  1. Primeiro Trimestre (Investigação Gratuita): Eles podem usar os próximos 3 meses apenas para realizar todos os exames de sangue, imagem e o espermograma pelo plano. Isso não gasta nada do orçamento e dá um diagnóstico preciso.
  2. Segundo Passo (Melhora Natural): Se o exame dele apontar algo como varicocele ou baixa motilidade, ele pode tentar tratamentos com vitaminas (antioxidantes) ou a cirurgia pelo plano. Essas melhoras levam cerca de 3 a 6 meses para aparecer no sêmen (tempo de produção de novos espermatozoides).
  3. Decisão Final: Só depois de ter o mapa completo da saúde dos dois é que eles decidem onde investir os R$ 20.000 (se será em uma Inseminação, em medicamentos de indução ou em uma FIV).

Dica de ouro: Como ela é da área, vale ela checar se a Unimed Campinas tem algum “Programa de Planejamento Familiar”. Algumas operadoras oferecem orientação gratuita e até descontos em clínicas parceiras para funcionários.

Vou deixar as informações salvas aqui. Quando eles tiverem os primeiros resultados dos exames ou se precisarem entender algum termo técnico do laudo, é só me chamar!

Deseja que eu explique como interpretar os valores básicos de um espermograma quando o resultado chegar?

Respondo: |Não, está de bom tamanho, obrigado!

Veja a seguir: Decisão de um dilema Claude

Paris, the City That Exists Because We Imagine It

veja em Português

We dedicate this post to our children, grandchildren, and granddaughter.

Tiago was in Paris several times last year, Gabriel just visited it, and this reminded us, their grandparents, of our silver wedding anniversary, which took place in 1993, and which we celebrated by visiting Paris. We still have photos from that trip, which I am now publishing, trying to somehow organize what we saw and felt.

There are cities we visit. And there are cities we’ve already lived in before arriving. Paris is the latter.

When the plane lands at Charles de Gaulle and the taxi—in our case, I think it was a bus or some kind of public transportation —enters the city for the first time, something strange happens—the feeling isn’t one of discovery but of recognition. The wide sidewalks, the cafes with chairs facing the street, the Eiffel Tower appearing unexpectedly among buildings—everything seems familiar. As if we’d been there before.

And in a way, we were.

The subway is a pleasant surprise, making it easy to reach all the important points quickly, economically, and simply.
The tourist attractions, which I will present in more detail later, exceeded our expectations. In fact, everything exceeded our expectations.


The city that cinema built

Paris has been filmed more than any other city in history. Not because it’s more beautiful than Rome or more dramatic than New York—but because something in its light, the “City of Lights” as it’s known, in its human scale, in its boulevards deliberately designed to be walked and seen, has invited generations of filmmakers to build their dreams there.

Gene Kelly danced through its gardens in An American in Paris in 1951. Audrey Hepburn graced its streets with impossibly elegant grace in Funny Face and Charade. Audrey Tautou transformed Montmartre into a neighborhood of everyday magic in Amélie .

The best film about what we’re talking about would still be made long after we were there in 1993, which was Woody Allen’s film, Midnight in Paris.

Each film added a layer to the imagination. Each layer made Paris more Parisian—not the real city, but the city we carry within us as a promise that beauty, love, and transformation are possible.

When a couple goes to Paris to celebrate their silver or golden wedding anniversary, or simply to enjoy a romantic getaway, like Tiago and Gabriel, they’re not just going to a beautiful European city. They’re going to the city that cinema and literature have built in people’s imaginations over decades. And the city, which has long since learned to be what culture has dictated it to be, lives up to that promise.


Woody Allen and the moment of synthesis

In 2011, at 75 years old and with a century of Parisian imagery absorbed, Woody Allen did something no other director had managed—he made a film about the Parisian imagination knowing it was an imagination, without thereby destroying it.

Midnight in Paris begins with five minutes of no dialogue—Paris at dawn, in the rain, at dusk, at night. No characters, no story, no words. Just the city in all its deliberate beauty. Allen is telling the viewer before any words are spoken: I’m going to show you the city that you all carry within you.

The protagonist Gil, played by Owen Wilson, is an American writer who loves Paris with the intensity of someone who first encountered it through books—Hemingway, Fitzgerald, Gertrude Stein. At midnight, magically, you are transported to 1920s Paris and find exactly who you expected to find. Hemingway speaks as Hemingway wrote. Fitzgerald is both brilliant and fragile. Gertrude Stein receives artists in her salon with serene authority.

I missed a similar approach to James Joyce… But I understand why Woody Allen avoided it: James Joyce is a “tough nut to crack” that has nothing to do with the lightness and all that Paris suggests, and let’s leave it that way…

Woody Allen’s film is absurd. It’s impossible. And it’s completely true—because that’s exactly how these characters live in the imagination of anyone who has read them.

The philosophical argument hidden in a romantic comedy.

What makes Midnight in Paris truly extraordinary isn’t the romance, nor the magic, nor Owen Wilson wandering the illuminated streets. It’s the plot that Allen hides within the lightness.

Adriana, Picasso’s lover whom Gil encounters in the past, doesn’t dream of the 1920s—she dreams of the Belle Époque of the 1890s. When the two are magically transported to this even more distant period, the characters from the Belle Époque dream of the Renaissance.

Allen is saying something accurate and disturbing — nostalgia is neither an individual weakness nor a pathology. It is the universal human condition. Every era looks back to a golden age that also looked back to another. Paradise is always in the past — and the past is always receding.

Like a matrioska...

And I add: and our memory will always be constructed as we would wish and imagine what it was like, and not as reality would tell it, if we were not imbued with the spirit that we are analyzing here.

Gil realizes this—and this realization liberates him. Not because nostalgia disappears, but because he understands that living permanently in it is a way of not living at all. Paris in the 1920s was extraordinary. But the people who inhabited it were alive—with real problems, difficult loves, hard work, uncertainty about the future. The magic was the life they were living, not the era in which they lived it.

Why Allen was so right

Other directors have filmed Paris with love but without distance. Allen filmed it with love and with distance—and that combination is what makes the film last.

A younger director might have made a naive celebration or perhaps a cynical deconstruction. Allen did both simultaneously—he celebrated the myth knowing it is a myth, and showed that this awareness does not diminish its beauty, but rather deepens it.

Because that’s what Paris ultimately offers — not the illusion that the past was better, but the permission to fully inhabit the present with the intensity of someone who knows that this moment too will pass and will also be remembered with nostalgia.

A couple who go to Paris to celebrate fifty years together are not fleeing to the past, like any other couple. They are doing what Gil finally learns to do—being completely present in a place that culture has made sacred, knowing that sacredness is a construct, and choosing to inhabit it.

Paris exists because we imagine it. And because we imagine it consistently enough for long enough—it truly exists.
Woody Allen understood this with the clarity that only 75 years and a lifetime of love for culture allow.
And he made a film worthy of that understanding.
We, your grandparents, realized this after 25 years of marriage and confirm, looking back into the future, what Woody Allen so brilliantly perceived.

“If you are lucky enough to have lived in Paris as a young man, then wherever you go for the rest of your life, it stays with you, for Paris is a moveable feast.” — Ernest Hemingway

Woody Allen realized that you don’t need to have lived in Paris as a young person. You just need to have imagined it well enough. Or to have visited it, and you immediately understand why it exerts this fascination, this attraction, and why it’s in people’s imaginations.

Our Trip

EPSON MFP image

Hotel Primavera

View from the room

Taking a stroll

Subway

Monuments

Versailles

Lido

City Hall of Versailles

Notre Dame de Paris

Torre Eifel

Musée d’Orsay

It is world-famous for housing the largest collection of Impressionist and Post-Impressionist works in the world. 

What to see (Highlights)

The collection focuses on French art produced between  1848 and 1914. Key highlights include: 

  • Claude Monet :  The Artist’s Garden at Giverny  and the  Rouen Cathedral series .
  • Vincent van Gogh :  The Starry Night Over the Rhône  and his famous self-portraits.
  • Pierre-Auguste Renoir :  The Dance at the Moulin de la Galette .
  • Édouard Manet :  Almoço na Relva  ( Lunch on the Grass ) and  Olympia .
  • Edgar Degas : His iconic sculptures and paintings of ballerinas, such as  Little Dancer Aged Fourteen .
  • The Historic Building

The museum is as famous for its architecture as for its art. It is housed in the former  Gare d’Orsay , a monumental train station inaugurated for the 1900 Universal Exposition. 

  • Tip:  Don’t miss the giant clocks in the station; through them, you have a privileged view of the Seine River towards the Louvre.
Monet – The Artist’s Garden
Thatched Cottages at Cordeville
Van Gogh – Night Out of the Rodano
Pierre-Auguste Renoir :  The Dance at the Moulin de la Galett
Olympia
Olympia.
Luncheon on the Grass – Monet

Emile-Auguste Carolus-Duran – Le Convalescent – Wounded man

Edgar Degas : Ballerina

Louvre Museum

When we were in Paris, we were helped by Elô’s Gilberto’s sister. I don’t remember if she did a master’s degree or her husband a doctorate at an university in Paris, but she had lived there and knew the city well. She guided Gilberto and Elô while they were there, and Gilberto gave me the information about the hotel, the subway, and tourist attractions. Since we were short on time, we prioritized the Musée d’Orsay because the Louvre would have required much more time. Even so, we went to the Louvre, we saw the glass pyramid, which, incidentally, had just been installed, saw the Mona Lisa and the largest painting in the world, but we didn’t take any photos.
As we are dedicating this website to our children and grandchildren, I will elaborate a little on the Louvre and how to do it with limited time, and here is a suggestion:

The  Louvre Museum in Paris is the largest and most visited art museum in the world. It houses over 35,000 works in a space of 60,000 square meters. Originally a  medieval fortress  dating back to 1190, it served as a royal palace for centuries before becoming a public museum in 1793 during the French Revolution.

Must-See Works (Masterpieces)

  • Mona Lisa  (Leonardo da Vinci): Denon Wing, Room 711.
  • The Wedding at Cana  (Paolo Veronese): The largest painting in the museum, located directly opposite the Mona Lisa.
  • Venus de Milo : Ancient Greek sculpture in the Sully Wing, Room 345.
  • Winged Victory of Samothrace : Hellenistic sculpture at the top of the Daru Staircase.
  • The Code of Hammurabi : One of the oldest sets of written laws in the world.
  • Napoleon III’s Apartments : Opulent 19th-century decoration in the Richelieu Wing.

Here is an efficient  3-hour itinerary  focused on the most iconic works, starting with the entrance to the Pyramid  or  Carrousel :

Hour 1: The Denon Wing (The Stars of the Louvre)

  • The Winged Victory of Samothrace : Climb the grand Daru Staircase. This marble statue of a winged goddess is one of the museum’s landmarks.
  • Mona Lisa (Room 711) : Follow the flow (and the signs) to the Grand Gallery. Be prepared for crowds; the painting is protected by glass and is located some distance away.
  • The Wedding at Cana : Don’t forget to turn your back to the Mona Lisa; the largest painting in the Louvre is right behind you, covering an entire wall.
  • French Painting : Upon leaving the Mona Lisa room, see  The Coronation of Napoleon  and  Liberty Leading the People  in the adjacent red rooms.

Hour 2: The Sully Wing (Antiquity and History)

  • Venus de Milo (Room 345) : Head down to the Sully Wing to see the world’s most famous Greek statue, known for its perfection and missing arms.
  • Medieval Louvre : Descend to the underground to walk through the old moat of the original 12th-century fortress. It’s the most “Castle-like” part of the museum.
  • The Sphinx of Tanis : On the way to the Egyptian antiquities, you will find this enormous granite sphinx.

Hour 3: The Richelieu Wing (Light and Luxury)

  • Hammurabi’s Code (Room 227) : A black basalt column containing one of humanity’s oldest codes of law.
  • Marly Courtyard and Khorsabad Courtyard : Areas covered by glass ceilings with incredible natural light, filled with monumental French sculptures and winged bulls from Mesopotamia.
  • Napoleon III’s Apartments : Finish the tour by seeing the extreme luxury of the Second French Empire, with giant chandeliers and red velvet.