Mare Tenebrosum et Incognitum

Roque: Minha intenção foi dar uma idéia do panorama que se apresenta para quem, como Pedro Álvares Cabral, Cristóvão Colombo, Vasco da Gama e outros estivessem diante da perspectiva de navegar este Mare Tenebrosum et Incógnito, o que poderiam esperar. Como na época deles, antes de navegarem e descobrirem o que descobriram, que eram apenas criaturas imaginárias frutos da falta de conhecimento, que no caso, minha lista exatamente indica a grosso modo e da forma mais ampla que consigo oferecer diante de minhas limitações e das limitações do contexto.

Explorei apenas uma pequena parcela destas plataformas e me parece que um estudo identificando, classificando, analisando, criando critérios de análise de tendências, áreas de concentração, está pedindo para ser criado.

Quando você mexe com quantidades de dados e informações muito grandes, é muito importante selecionar o que não interessa e eliminar e concentrar no que interessa. Tem que chegar num panorama que, se fosse Geografia, tem que ter equivalentes para:

Ou então teriamos que ter algo como a classificação inventada por Linnaeus para os seres vivos:

Sinteticamente, a classificação biológica (taxonomia) proposta por Carl Linnaeus (Lineu) organiza os seres vivos em categorias hierárquicas, do mais amplo ao mais específico. Na forma clássica em latim:

  • Reino (Kingdom)
  • Filo (Phylum) – em botânica usava‑se Divisio
  • Classe (Classis)
  • Ordem (Ordo)
  • Família (Familia)
  • Gênero (Genus)
  • Espécie (Species)

Muita gente memoriza na forma:

Reino → Filo → Classe → Ordem → Família → Gênero → Espécie

Exemplo (ser humano):

Animais → Chordata → Mamíferos → Primatas → Hominidae →HomoHomo sapiens

Como Linnaeus, precisamos para a Internet criar algo similar, pois o papel de Linnaeus foi decisivo porque ele deu à biologia uma linguagem e uma ordem estável para falar de espécies.

Nós não temos para a Internet uma linguagem e uma ordem estável a ser compreendida segundo um critério suficientemente abrangente e inteligente como Linnaeus criou para os seres vivos.

Quem não tem cão caça com gato e meu gato aqui foi o seguinte:

Pare entender o nome deste post, que era o nome do Oceano Pacifico até século 15, e as supostas criaturas que nele habitavam, que com licença poética vou usar como metáfora para entender a navegação na Internet, é preciso um pouco de paciência e tomar conhecimento do seguinte:

Estamos vivendo hoje um momento de grande transformação semelhante ao que ocorreu na época dos descobrimentos, logo após a invenção da imprensa por Gutenberg, meados do século 15 e o inicio do século 16, (1450/1550), quando do ocorreram os descobrimentos das Américas e os livros impressos pelo método inventado por Gutenberg tomaram conta da cultura.

Esta cultura está sendo no momento substituída pela Cultura Digital.

Com a introdução dos livros como conhecemos hoje, a cultura então vigente, oral, foi substituída pela cultura impressa. A cultura oral se apoiava nos manuscritos e nas Catedrais Góticas, que visualmente continham o que está nos textos bíblicos, e como conhecemos hoje, em forma de livro. Na na época eram mantidos em manuscritos e suas iluminuras, na tradição oral e nas estatuas e vitrais das catedrais góticas.

O que foi substituído ou transformado da cultura oral para a impressa

  • Cultura dos Manuscritos: Antes da prensa de tipos móveis de Gutenberg, os livros eram copiados à mão, principalmente por monges em mosteiros (o Scriptorium). Esse processo era extremamente lento, caro e propenso a erros de transcrição. Com a chegada da prensa de tipos móveis, a produção manual tornou-se obsoleta para a disseminação em larga escala, pois a máquina permitia criar milhares de cópias idênticas rapidamente.
  • Cultura Oral e Memória: Em uma sociedade onde poucos sabiam ler e os livros eram raros, a transmissão de conhecimento dependia fortemente da oralidade e da memorização. A imprensa deslocou o centro da autoridade da voz humana e da memória viva para o texto impresso e estático.
  • Monopólio do Conhecimento: A Igreja Católica e as elites ricas detinham o controle sobre o que era escrito e lido. A reprodução em massa democratizou o acesso à informação, enfraquecendo esse controle centralizado e permitindo que ideias dissidentes (como as da Reforma Protestante) circulassem livremente.
  • Domínio do Latim: Antes, o latim era a língua erudita dominante. A imprensa incentivou a publicação em línguas locais (vernaculares), o que ajudou a fortalecer as identidades nacionais e enfraqueceu a hegemonia do latim como única via de conhecimento

Essa transição é frequentemente descrita por teóricos como Marshall McLuhan como a passagem da “Galáxia de Gutenberg“, onde o pensamento linear e visual do texto impresso passou a moldar a consciência humana, superando a era da comunicação puramente auditiva e tátil.

O que está sendo substituído ou transformado da cultura impressa para a digital

Cultura Impressa → Cultura Digital: Lista Completa

O que vai ser visto agora, eu chamo de Criaturas Gigantes, monstruosas e assustadoras num oceano cercado de medo e imaginação

Estas criaturas que eu metafóricamente identifico com as do imaginário do séc 15 e 16, no momento atual, vão se encontrar nos seguintes contextos:

1. Scriptorium moderno — redações e editoras — obsolescência

Redações jornalísticas, editoras e broadcasters controlavam o ciclo completo — apuração, verificação, edição, impressão, distribuição. Processo que levava horas, dias ou semanas e custava infraestrutura industrial pesada. A internet destruiu esse modelo não por argumento mas por velocidade e custo zero de distribuição. Qualquer pessoa publica instantaneamente para audiência global sem intermediário, sem editor, sem gráfica, sem caminhão de entrega.


2. A morte dos jornais — o caso mais dramático

É o equivalente mais preciso do scriptorium sendo substituído pela prensa. Jornais que sobreviveram guerras, depressões e revoluções não sobreviveram à internet — não porque o jornalismo ficou ruim mas porque o modelo econômico colapsou estruturalmente.

Quatro pilares simultâneos desmoronaram ao mesmo tempo:

  • Os classificados — empregos, imóveis, automóveis — migraram para Craigslist, OLX, LinkedIn, Zap. Era a espinha dorsal financeira do jornal impresso.
  • A publicidade migrou para Google e Facebook onde é mensurável, segmentada e mais barata.
  • A distribuição física tornou-se custo sem contrapartida quando o conteúdo é gratuito online.
  • A instantaneidade tornou o jornal do dia seguinte obsoleto — a notícia já tem 24 horas quando chega na porta do leitor.

O resultado — redações que tinham centenas de jornalistas hoje têm dezenas. Jornais centenários fecharam. O jornalismo investigativo de longo prazo, que exige tempo e dinheiro, está em extinção acelerada.


3. A Instantaneidade — a ruptura mais profunda

Esta é provavelmente a transformação mais radical e menos discutida adequadamente.
A cultura impressa operava no tempo da edição. Entre o evento e sua publicação havia horas ou dias de verificação, contextualização, edição. Esse intervalo não era apenas logístico — era epistemológico. Criava espaço para distinguir rumor de fato, emoção de análise, versão de verdade.
A cultura digital aboliu esse intervalo. Evento e interpretação são agora simultâneos — frequentemente a interpretação e a reação emocionais precedem a verificação dos fatos. O ciclo completo de nascimento, viralização e morte de uma narrativa pode ocorrer em horas, antes que qualquer verificação seja possível.
Isso não é apenas jornalismo mais rápido. É uma mudança estrutural na epistemologia coletiva — na forma como sociedades inteiras constroem e destroem verdades.
A pós-verdade que você desenvolveu com Orwell não é uma patologia moral — é a consequência lógica da instantaneidade aplicada à informação complexa.

É mais fácil hoje criar uma versão da verdade agora do que era, porém, é mais fácil ainda destruir uma versão fake da verdade


4. As Redes Sociais — a ruptura da esfera pública

Facebook, Twitter/X, Instagram, TikTok, YouTube, etc., não são apenas novos canais de distribuição — são arquiteturas de realidade alternativas.
Cada plataforma cria uma bolha epistêmica — um ambiente onde o algoritmo seleciona o que você vê baseado no que já concorda, já curtiu, já compartilhou. O resultado é a fragmentação da esfera pública comum que o jornal impresso, apesar de todas as suas limitações, ainda criava.
Quando todos liam o mesmo jornal — mesmo discordando da linha editorial — havia uma realidade compartilhada de referência. Quando cada pessoa vive numa bolha algorítmica personalizada, a realidade compartilhada desaparece. Não há mais fatos comuns, apenas narrativas tribais em conflito.
Isso é a destruição da condição básica para o debate democrático — que pressupõe um mundo comum sobre o qual se discorda.

O que vai acima, é o que AI pensa, a meu ver biased pelo que a Academia quer pensar da cultura digital. Deixo ai como lista do que tem que ser atacado, neutralizado e usado como supostamente a Universidade nasceu para: dialética e exame unbiased do que se quer saber algo sobre e se orientar a partir disso. Na sequência, vou ligar com a realidade e apresentar soluções que penso que conseguem neutralizar este aspecto e como fazer a arquitetura trabalhar a favor da verdade.


5. As Plataformas como novo poder hegemônico

Google, Meta, Amazon, Apple, Microsoft não são apenas empresas tecnológicas. São infraestruturas de realidade — controlam o que é visível, o que é encontrável, o que é monetizável, o que é silenciado.
O equivalente do Index Librorum Prohibitorum são as políticas de moderação de conteúdo — decisões tomadas por algoritmos e equipes corporativas que determinam o que pode ser dito, visto e amplificado para bilhões de pessoas simultaneamente.
Com uma diferença crucial em relação à Igreja de Gutenberg — a Igreja era transparente sobre sua autoridade e seus critérios. As plataformas operam através de algoritmos opacos cujos critérios são desconhecidos mesmo para seus próprios engenheiros.
É hegemonia sem rosto — o que Gramsci nunca imaginou mas teria analisado com fascinação.

Novamente é o que AI pensa, alimentado pela Academia os projetos de censura que abundam e que quer controlar tudo isto. Penso  o mesmo que eu já disse e tenho sugestões como trazer isso para o ideal da universidade.


6. A identidade performática — o fim da interioridade

A imprensa criou o leitor solitário e com ele a interioridade moderna — o indivíduo com vida interior rica, consciência privada, Weltanschauung construída em silêncio e reflexão.
As redes sociais criaram o oposto — o indivíduo que existe na medida em que é visto. A identidade migrou do interior para o feed. Você não é o que pensa — é o que posta, o que recebe de likes, o que seus seguidores refletem de volta.
As consequências para a saúde mental — especialmente de adolescentes — estão documentadas. Mas as consequências para a formação de cosmovisão são igualmente profundas e menos discutidas.
É estruturalmente difícil construir uma Weltanschauung coerente e autêntica quando a pressão constante é performar identidade para aprovação externa em tempo real. O tempo de silêncio e reflexão que a formação de uma cosmovisão exige foi colonizado pela notificação permanente.

Novamente é o que AI pensa, alimentado pela Academia e projetos de censura que abundam e que quer controlar tudo isto. Penso  o mesmo que eu já disse e tenho sugestões como trazer isso para o ideal da universidade.


7. A democratização caótica do conhecimento

A imprensa democratizou o acesso ao conhecimento mas manteve hierarquias de qualidade — editores, revisores, críticos filtravam o que merecia circular.
A internet democratizou radicalmente — qualquer um publica qualquer coisa com igual visibilidade potencial. O resultado é simultaneamente libertador e catastrófico.
Libertador porque vozes antes silenciadas pelo gatekeeping editorial ganharam audiência real. Movimentos sociais, culturas periféricas, conhecimentos não-ocidentais encontraram uma plataforma global.
Catastrófico porque desinformação, pseudociência, teorias conspiratórias circulam com a mesma infraestrutura e às vezes mais viralidade que conhecimento verificado. O anti-vacina tem o mesmo YouTube que o epidemiologista. O terraplanista tem o mesmo Twitter que o astrônomo.
A autoridade epistêmica — a capacidade de distinguir quem sabe do que fala — foi destruída junto com o monopólio que a concentrava indevidamente.

Novamente é o que AI pensa, alimentado pela Academia e projetos de censura que abundam e que quer controlar tudo isto. Penso  o mesmo que eu já disse e tenho sugestões como trazer isso para o ideal da universidade.


8. O tempo real e a morte da memória coletiva

A cultura impressa criava memória estável — o que foi publicado permanecia, era arquivável, citável, verificável décadas depois.

A cultura digital cria abundância amnésica — tudo é produzido, nada é retido. O scroll infinito cria a ilusão de memória enquanto destrói a capacidade de reter o que passou. A notícia de ontem é arqueologia. O escândalo da semana passada é história antiga.

Isso tem consequências políticas diretas — a accountability democrática depende de memória coletiva. Quando o ciclo de atenção é de horas, políticos e instituições podem contradizer-se, mentir e recuar sem consequência duradoura porque o registro foi soterrado pelo próximo ciclo de indignação.

Novamente é o que AI pensa, alimentado pela Academia e projetos de censura que abundam e que quer controlar tudo isto. Penso  o mesmo que eu já disse e tenho sugestões como trazer isso para o ideal da universidade.


9. A língua — do inglês acadêmico ao multilinguismo algorítmico

 Assim como o latim perdeu a hegemonia para os vernáculos após Gutenberg, o inglês acadêmico está perdendo o monopólio do conhecimento legítimo.
A tradução automática — e especialmente a IA — está destruindo a barreira linguística que mantinha o inglês como portador do conhecimento global. Conteúdo relevante surge simultaneamente em mandarim, árabe, português, hindi, suaíli — e é acessível em qualquer língua em segundos.
As consequências para a geopolítica do conhecimento são enormes e ainda se desdobram.

O Inglês continua sendo a língua franca e o viés é de wishful thinking


10. A IA — Gutenberg dentro de Gutenberg

E aqui está a ruptura dentro da ruptura que estamos assistindo.
Gutenberg acelerou e democratizou a reprodução do conhecimento existente. A IA está começando a produzir conhecimento novo — síntese, análise, criação — de forma não-humana.
Isso não é apenas mais uma ferramenta digital. É uma mudança na natureza do que conta como produção intelectual. Se uma IA pode escrever um artigo, compor música, produzir código, diagnosticar doenças — o que resta como exclusivamente humano no trabalho intelectual?
A resposta ainda não existe — porque estamos no meio da transformação, não do outro lado dela onde o padrão se torna visível.
O que sabemos é que cada Gutenberg anterior destruiu categorias de trabalho humano que pareciam eternas — o monge copista, o tipógrafo, o telegrafista, o operador de linotipo — e criou categorias novas que ninguém antecipou.
A IA  fará o mesmo. A questão é a escala e a velocidade — que desta vez vão ser sem precedente histórico.

Discutir isto com mais detalhe na sequência deste post

Afinal, onde estão os monstros e criaturas por trás deste quadro?

Estão caracterizados e descritos nos sub títulos em roxo

Sites de natureza enciclopédica

It seems that it all started when IBM developed for Father Busa’s project the Index Thomisticus, Started in 1949 in collaboration with IBM’s Thomas J. Watson, long before the internet or personal computers existed. It wasn’t just a digital version of a book; it was the first massive-scale lemmatization project (grouping inflected forms of a word) using punch cards to map the 9 million words of St. Thomas Aquinas. You can see it in detail at:

AI (Google): Existem diversos estudos que traçam essa trajetória, analisando como o conhecimento deixou de ser um produto estático e caro (enciclopédias físicas) para se tornar um processo dinâmico e colaborativo (plataformas digitais). 

1. A Evolução: Do Papel ao Algoritmo

A transição seguiu etapas claras documentadas em pesquisas de história da tecnologia:

  • Era das Enciclopédias Impressas: O conhecimento era centralizado em volumes físicos (como a Encyclopædia Britannica), escritos por especialistas e vendidos como símbolo de status.
  • Transição Digital (Anos 90): O surgimento do CD-ROM trouxe enciclopédias multimídia como a Microsoft Encarta, que inseriu vídeos e áudios, mas ainda com conteúdo fechado.
  • Revolução Wiki (Anos 2000): A Wikipédia (lançada em 2001) democratizou a criação do saber, permitindo que qualquer pessoa editasse, mudando o foco da autoridade do especialista para a inteligência coletiva. 

2. Status Atual: Desafios e IA

Atualmente, o cenário vive uma nova transformação radical:

  • Confiabilidade Acadêmica: Estudos mostram que a precisão da Wikipédia em temas especializados (biologia, medicina) hoje é comparável a fontes profissionais, embora ainda sofra ceticismo em círculos acadêmicos mais rígidos.
  • Impacto da Inteligência Artificial: Plataformas como o ChatGPT e outras IAs estão reduzindo o tráfego de sites como a Wikipédia. Os usuários agora buscam respostas diretas em vez de ler artigos completos.
  • A “Morte” do Papel: A Britannica encerrou sua versão impressa em 2012, focando apenas no digital. Hoje, enciclopédias físicas são vistas mais como itens de colecionador ou “relíquias”.
  • Evolução da Wikipédia: A Wikimedia Foundation está focada em como evoluir até 2030 para sobreviver em um ecossistema dominado por dados estruturados

3. Onde Pesquisar Estudos sobre Isso

Melhores sites de pesquisa acadêmica

Para realizar uma pesquisa acadêmica de qualidade, é essencial utilizar plataformas que indexem artigos revisados por pares, teses e dissertações. Abaixo, listamos os melhores sites e bases de dados, divididos por categoria e utilidade:

1. Buscadores Gerais e Abrangentes

  • Google Acadêmico: É a ferramenta mais popular e acessível. Permite encontrar uma vasta gama de literatura acadêmica, incluindo artigos, teses, livros e resumos de diversas disciplinas.
  • SciELO (Scientific Electronic Library Online): Uma biblioteca eletrônica que abrange uma coleção selecionada de periódicos científicos brasileiros e de outros países da América Latina, Caribe, Espanha e Portugal.
  • Portal de Periódicos da CAPES: Um dos maiores acervos científicos virtuais do mundo, oferecendo acesso a textos completos e bases de dados para instituições de ensino brasileiras. 

2. Bases de Dados de Alto Impacto (Internacionais)

  • Scopus: Uma das maiores bases de dados de resumos e citações de literatura revisada por pares, com métricas confiáveis para avaliar a relevância de autores e publicações.
  • Web of Science: Focada em publicações de alto impacto global, é ideal para pesquisas que exigem um rigor científico internacional elevado.
  • OpenAlex: Uma alternativa gratuita e de código aberto ao Scopus e Web of Science, com um vasto catálogo de publicações e metadados detalhados. 

3. Plataformas Temáticas e Específicas

  • ERIC (Education Resources Information Center): Especializada em educação, oferece acesso a bibliografia e recursos de pesquisa para educadores e estudantes.
  • PubMed: A fonte principal para quem pesquisa nas áreas de saúde e ciências biológicas, mantida pela Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA.
  • Academia.edu: Uma rede social para acadêmicos onde pesquisadores compartilham seus próprios trabalhos diretamente, facilitando o acesso a textos completos de autores renomados. 

4. Novas Ferramentas com Inteligência Artificial

Com o avanço da tecnologia, surgiram ferramentas que ajudam a entender e organizar artigos:

  • Anara: Ferramenta focada em ajudar o pesquisador a compreender artigos de pesquisa rapidamente.
  • ClickUp: Oferece modelos específicos para centralizar e organizar detalhes de trabalhos acadêmicos. 

Sites voltados para matemática estatística e ciência da computação

Para as áreas de Matemática, Estatística e Ciência da Computação, a pesquisa acadêmica exige bases que suportem fórmulas complexas, repositórios de preprints (versões pré-publicação) e bibliotecas de grandes sociedades científicas.

1. O Essencial para as Três Áreas

  • arXiv.org: É o padrão ouro para estas disciplinas. Gerenciado pela Universidade Cornell, permite acessar gratuitamente as pesquisas mais recentes em matemática, estatística e computação antes mesmo de serem publicadas em revistas oficiais.
  • MathSciNet: Mantido pela American Mathematical Society, é a base mais abrangente para literatura internacional em matemática e estatística, oferecendo revisões de especialistas para cada artigo.
  • zbMATH Open: Uma alternativa gratuita e aberta ao MathSciNet, extremamente poderosa para buscar teoremas, autores e publicações matemáticas. 

2. Foco em Ciência da Computação

  • ACM Digital Library: A principal biblioteca para computação. Contém artigos da Association for Computing Machinery, cobrindo desde teoria da computação até inteligência artificial e computação gráfica.
  • IEEE Xplore: Essencial para quem pesquisa hardware, redes, robótica e engenharia da computação. Inclui normas técnicas e anais das conferências mais importantes do mundo.
  • dblp computer science bibliography: Um buscador focado na organização de metadados. É excelente para encontrar a lista completa de publicações de um autor ou os anais de uma conferência específica de forma rápida e limpa. 

3. Foco em Estatística e Matemática Aplicada

  • Project Euclid: Uma plataforma focada em publicações de matemática teórica e estatística, unindo periódicos independentes e de sociedades acadêmicas.
  • ScienceDirect (Elsevier): Possui um acervo gigantesco em matemática e computação, sendo muito forte em periódicos de matemática aplicada e modelagem.
  • WolframAlpha: Diferente dos outros, é um “mecanismo de conhecimento computacional”. Útil para verificar dados estatísticos, resolver equações e encontrar fatos matemáticos documentados. 

4. Busca em Português e Contexto Nacional

  • ICMC-USP (Pesquisa e Inovação): O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP é referência no Brasil; seu portal é útil para acompanhar a produção científica nacional de ponta nessas áreas.
  • SciELO: Boa fonte para artigos brasileiros em estatística aplicada e educação matemática.

Para facilitar a organização das referências encontradas, recomendo o uso do BibTeX, que é o formato padrão de citações usado por matemáticos e cientistas da computação no sistema LaTeX

Plataformas gerenciadas por Universidades do first tier nos EUA e para qual assunto existem

Muitas universidades de elite nos EUA (First Tier, como as da Ivy League e grandes centros de pesquisa R1) gerenciam plataformas que se tornaram padrões globais para a disseminação de conhecimento. Essas ferramentas variam de repositórios de preprints a bibliotecas digitais especializadas. Principais plataformas gerenciadas por essas instituições e seus focos temáticos:

1. Cornell University 

  • arXiv.org: Gerenciado pela Cornell University Library, é o repositório de preprints mais importante do mundo.
    • Assuntos: Física, Matemática, Ciência da Computação, Biologia Quantitativa, Finanças Quantitativas, Estatística, Engenharia Elétrica e Economia.
  • Project Euclid: Criado pela Cornell e atualmente gerido em parceria com a Duke University Press.
    • Assuntos: Matemática e Estatística teórica e aplicada. 

2. Massachusetts Institute of Technology (MIT) 

  • DSpace@MIT: O MIT liderou o desenvolvimento do software DSpace, agora usado globalmente para repositórios institucionais.
    • Assuntos: Multidisciplinar (Engenharias, Arquitetura, Planejamento Urbano, Gestão e Ciências), contendo teses, artigos e relatórios técnicos do MIT.

3. Harvard University

  • DASH (Digital Access to Scholarship at Harvard): Repositório central de acesso aberto para a produção acadêmica da universidade.
    • Assuntos: Multidisciplinar, com forte presença em Direito, Medicina, Governo e Humanidades.
  • Harvard Dataverse: Uma plataforma para compartilhamento e preservação de dados de pesquisa.
    • Assuntos: Ciência de Dados aplicada a todas as áreas, especialmente Ciências Sociais e Ciência Política. National University LibraryNational University Library +1

4. Yale University

  • medRxiv: Operado em parceria com o Cold Spring Harbor Laboratory e o BMJ.
    • Assuntos: Ciências da Saúde e Pesquisa Médica (focado em preprints que ainda não passaram por revisão por pares). 

5. Stanford University

  • Stanford Digital Repository (SDR): Focado na preservação de dados e ativos digitais da universidade.
    • Assuntos: Amplo, mas com destaque para coleções históricas, dados de Biologia Marinha e Engenharia.

6. University of California, Berkeley

  • eScholarship: Gerenciado pela California Digital Library (ligada à UC Berkeley e outras UCs).
    • Assuntos: Multidisciplinar, com coleções robustas em Ecologia, Estudos Internacionais e Políticas Públicas.
  • UC Berkeley Library Digital Collections: Focado em arquivos históricos e humanidades digitais.

7. Columbia University

  • Academic Commons: Repositório digital da produção de pesquisa da universidade.
    • Assuntos: Arquitetura, Medicina, Jornalismo e Assuntos Internacionais. 

8. California Institute of Technology (Caltech)

  • CaltechAUTHORS: Repositório de publicações da faculdade e pesquisadores.
    • Assuntos: Aeroespacial, Geologia, Química e Física Teórica. Simmons UniversitySimmons University +1

cinco plataformas de compartilhamento de pesquisa e conhecimento

Essas plataformas desempenham papéis importantes na disseminação de conhecimento acadêmico e enfrentam desafios semelhantes. Aqui estão:

1. ResearchGate

  • Descrição: Um dos maiores repositórios de pesquisa, onde os pesquisadores podem compartilhar publicações, colaborar e fazer perguntas.
  • Modelo de Negócio: Gratuito para usuários, mas monetiza através de serviços de dados e análises para instituições e editoras.
  • Desafios: Críticas sobre a gestão de direitos autorais e a possibilidade de violação de políticas de publicação ao compartilhar artigos. Além disso, o site enfrenta desafios em manter a qualidade do conteúdo.

2. Academia.edu

  • Descrição: Uma plataforma onde acadêmicos podem compartilhar suas pesquisas e acompanhar o impacto de suas publicações.
  • Modelo de Negócio: Originalmente gratuita, mas mudou para um modelo de cobrança para alguns serviços, o que gerou descontentamento entre os usuários.
  • Desafios: A mudança de modelo de negócios pode alienar pesquisadores que preferem acesso gratuito. A plataforma também enfrenta concorrência crescente de outras plataformas de compartilhamento.

3. SciELO (Scientific Electronic Library Online)

  • Descrição: Uma biblioteca eletrônica que oferece acesso a periódicos científicos de países da América Latina e do Caribe, voltada para o acesso aberto.
  • Modelo de Negócio: Apoiada por instituições acadêmicas e governos, sem cobrança para os usuários.
  • Desafios: Sustentabilidade financeira e a necessidade de expandir a visibilidade internacional. A plataforma pode não ter o mesmo alcance que outras grandes bases de dados.

4. PubMed Central

  • Descrição: Um repositório gratuito de pesquisas biomédicas e de ciências da vida, mantido pela Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA.
  • Modelo de Negócio: Financiado pelo governo dos EUA, não há custos para usuários.
  • Desafios: Dependente de financiamento governamental, o que pode ser afetado por mudanças nas políticas de orçamento. Também enfrenta desafios em termos de volume de artigos a serem indexados e mantidos.

5. HAL (Hyper Articles en Ligne)

  • Descrição: Um repositório de acesso aberto que permite que pesquisadores publiquem suas pesquisas em francês e outras línguas.
  • Modelo de Negócio: Gratuito e apoiado por instituições de pesquisa e universidades.
  • Desafios: Menor visibilidade internacional em comparação com plataformas mais estabelecidas e a necessidade de aumentar a contribuição de pesquisadores.

Comparação e Desafios Comuns

a. Sustentabilidade Financeira

  • Muitas dessas plataformas dependem de subsídios, doações ou financiamento governamental, o que pode tornar sua sustentabilidade um desafio em tempos de cortes orçamentários.

b. Visibilidade e Alcance

  • Plataformas como SciELO e HAL enfrentam dificuldades em comparação com gigantes como ResearchGate e Academia.edu em termos de alcance global e reconhecimento.

c. Modelo de Acesso

  • Enquanto algumas plataformas são totalmente gratuitas, outras estão começando a implementar modelos de cobrança, o que pode alienar usuários e afetar a acessibilidade geral.

d. Qualidade do Conteúdo

  • As plataformas precisam garantir que o conteúdo publicado seja revisado e de alta qualidade, o que pode ser difícil em um ambiente de contribuição aberta.

Conclusão

As cinco plataformas analisadas desempenham papéis cruciais na disseminação de conhecimento acadêmico, mas enfrentam desafios significativos relacionados à sustentabilidade financeira, visibilidade e qualidade do conteúdo. A interação com tecnologias emergentes, como IA, pode oferecer oportunidades para melhorar a acessibilidade e a colaboração, mas também pode apresentar riscos para a diversidade e integridade do conhecimento.

Principais Redes Sociais

  1. Facebook
    • Plataforma para conectar amigos, compartilhar conteúdo e participar de grupos.
  2. Instagram
    • Rede social focada em compartilhamento de fotos e vídeos, com forte ênfase em estética.
  3. TikTok
    • Plataforma de compartilhamento de vídeos curtos, popular por conteúdo criativo e viral.
  4. Twitter
    • Rede de microblogging para compartilhar pensamentos, notícias e atualizações em tempo real.
  5. LinkedIn
    • Plataforma voltada para profissionais, focando em networking e desenvolvimento de carreira.
  6. Snapchat
    • Aplicativo de mensagens que permite enviar fotos e vídeos que desaparecem após serem vistos.
  7. Pinterest
    • Plataforma para compartilhar e descobrir ideias visuais, permitindo que os usuários “pinem” conteúdos em quadros.
  8. Reddit
    • Comunidade online onde os usuários podem discutir tópicos variados e compartilhar conteúdo.
  9. WhatsApp
    • Aplicativo de mensagens que permite comunicação via texto, voz e vídeo.
  10. YouTube
  • Plataforma de compartilhamento de vídeos, onde os usuários podem assistir, criar e compartilhar conteúdo.

Estimativa da proporção em % entre a presença das plataformas e as redes sociais

Estimativa da Proporção

  1. Total de Plataformas na Internet
    • Inclui e-commerce, streaming, aprendizado online, redes sociais, etc.
    • Supondo que existam cerca de 100 plataformas populares (um número ilustrativo).
  2. Total de Redes Sociais
    • Inclui Facebook, Instagram, TikTok, Twitter, e outras.
    • Supondo que existam cerca de 10 a 15 redes sociais populares.

Cálculo da Proporção

Se considerarmos 1500 plataformas no total e 15 redes sociais, a proporção pode ser estimada da seguinte forma:

Proporção=(150015​)×100=1%

A estimativa real é que existam neste momento, inicio de 2026 cerca de 1500 Plataformas Sociais em Inglês

Conclusão

Assim, a presença das redes sociais pode ser estimada em cerca de 1% do total de plataformas disponíveis na internet, embora essa proporção possa variar conforme novas plataformas surgem e a popularidade das existentes muda.

Para facilitar ainda mais ao leitor, vou contextualizar uma pesquisa sobre câncer e quais os conhecimentos possíveis sem cursar formalmente um curso de enfermagem plena ou medicina e o que se pode fazer diante da realidade, quando se tem o problema pela frente como é o meu caso.

Primeiro as primeiras coisas

O caso do câncer

Fases do tratamento e resultados obtidos

Tratamento PBM (Photo Bio Modulação) com laser de baixa potência para disgeusia

Constipação intestinal e quimioterapia

____________________________________________________________________________________________

A discussão que eu prometi sobre o que me parece “biasing” de AI está em:

Convivendo com eventual erro, falta de informação e “bias” da Inteligência Artificial”

(biased não tem palavra equivalente em português, significa: Preconceito injusto a favor ou contra alguém ou algo.)

Deixe um comentário