Existe um consenso entre as pessoas, especialmente no Brasil, que a grama do vizinho é mais verde, como diz a música americana, e eles também pensam que as coisas longe do quintal da casa deles é melhor e mais bonita….
Penso sobre viajar o mesmo que penso sobre automóveis: Não tem tanta diferença assim e no fundo é a mesma coisa, mas é melhor experimentar por si mesmo, ou seja, tem que ter os carros, usá-los e concluir por experiência…Depois que você viaja bastante, como foi o meu caso e de minha familia, você vai chegar no que diz a música, que você pode ouvir no youtube:
(You can go to the east, you go to the west
But you’ll always come to where you started from)
The birds we think that are blue is waiting for you
Back in your own backyard (Your own backyard)
You’ll see your castle in Spain through your windowpane
Back in your own backyard (Your own backyard)
Oh, you can go to the east, go to the west
But someday you’ll come
Weary at heart back where you started from
You’ll find your happiness lies right under your eyes
Back in your own backyard
Back in your own backyard
(You’ll see your castles in Spain through your windowpane)
Back in your own backyard
Oh, you can go to the east, go to the west
But someday you’ll come
Weary at heart back where you started from
You’ll find your happiness lies right under your eyes
Back in your own backyard
(Happiness lies under your eyes
In your own backyard)
(Você pode ir para o leste, você vai para o oeste
Mas você sempre chegará onde começou)
Os pássaros que pensamos que são azuis estão esperando por você
De volta ao seu próprio quintal (seu próprio quintal)
Você verá seu castelo na Espanha através da vidraça
De volta ao seu próprio quintal (seu próprio quintal)
Oh, você pode ir para o leste, vá para o oeste
Mas um dia você virá
Com o coração cansado de volta de onde você começou
Você verá que sua felicidade está bem sob seus olhos
De volta ao seu próprio quintal
De volta ao seu próprio quintal
(Você verá seus castelos na Espanha através da vidraça)
De volta ao seu próprio quintal
Oh, você pode ir para o leste, vá para o oeste
Mas um dia você virá
Com o coração cansado de volta de onde você começou
Você verá que sua felicidade está bem sob seus olhos
De volta ao seu próprio quintal
(A felicidade está sob seus olhos
Em seu próprio quintal)
Compositores: Dave Dreyer / Billy Rose / Al Jolson
Mas como descobrir isso (e se divertir um pouco…)?
No meu tempo, década de 70, você tinha a opção de comprar um pacote ou montar sua viagem. Nunca gostei de pacotes e então, tinha que ser com auxílio de guias de viagens. Dois se sobressaiam:
- Baedeker (que praticamente inventou a ideia de guia e é padrão na Europa)
- Frommers (que fez o mesmo nos EUA e é padrão nos Estados Unidos)
No sotão vocês podem ainda encontrar vários Frommers, que eu dei preferência. Como tempo é o maior problema, estou fazendo esta postagem com um nível rápido, direto ao ponto, e embutindo camadas onde contém explicações para saber de onde veio e como veio, dentro do meu estilo característico.
Com a Internet, o que os guias faziam, você pode ter na palma da mão ou no seu computador, ao vivo, à cores, com um guia explicando tudo. Embora existam muitas pessoas que se dedicam a isso, para mim, o melhor é Rick Steves e ai vai a lista básica dele. Dessa lista, que eu não vi tudo, mas apenas algumas das viagens, destaco as seguintes:
- Greek Islands: Santorini, Mykonos, and Rhodes
- Italy’s Amalfi Coast
- Rick Steves’ Cruising the Mediterranean (por que e como escolher um navio de cruzeiro ou cruise ship)
Como tem sido isso?
Na verdade, este item deveria se chamar: Como a aviação aproximou o mundo do seu quintal e como usá-la adequadamente.
Porque adequadamente? Porque do jeito que ficou, na melhor das hipóteses a experiência é desagradável….Pode ser minimizada usando classe executiva ou primeira classe, mas acho cretinice e um pecado jogar dinheiro no lixo…No máximo, acho justo pagar um pouco a mais por espaço em alguma economic plus…Não é óbvio, nem fácil explicar o que está ai, mas claramente, as origens dão uma idéia do porquê.
Viajar de Navio
O artigo na Wikipedia é excelente e traduzo, talvez simplificando, onde eles explicam o que é, ou era, o Grand Tour que se fazia de navio:
O Grand Tour era o costume dos séculos 17 e 18 de uma viagem tradicional pela Europa empreendida por jovens europeus de classe alta com meios e posição suficientes (normalmente acompanhados por um acompanhante, como um membro da família) quando atingissem a maioridade (cerca de 21 anos).
O costume – que floresceu de cerca de 1660 até o advento do transporte ferroviário em grande escala na década de 1840 e foi associado a um itinerário padrão – servia como um rito de passagem educacional. Embora o Grand Tour fosse principalmente associado à nobreza britânica e à rica nobreza rural, viagens semelhantes foram feitas por jovens ricos de outras nações protestantes do norte da Europa e, a partir da segunda metade do século 18, por alguns norte-americanos e sul-americanos.
Em meados do século 18, o Grand Tour havia se tornado uma característica regular da educação aristocrática na Europa Central também, embora fosse restrito à alta nobreza. A tradição declinou à medida que o entusiasmo pela cultura neoclássica diminuiu e com o advento das viagens ferroviárias e de navio a vapor acessíveis – uma era em que Thomas Cook fez do “Tour do Cook” do antigo turismo de massa um sinônimo.
O valor principal do Grand Tour está em sua exposição ao legado cultural da antiguidade clássica e da Renascença, e à sociedade aristocrática e elegantemente educada do continente europeu. Além disso, era a única oportunidade de ver obras de arte específicas e, possivelmente, a única chance de ouvir certas músicas.
Um Grand Tour pode durar de vários meses a vários anos. Era comumente realizado na companhia de um cicerone, um guia experiente ou tutor.
Embora o artigo diga que não, era um tipo de peregrinação. Roma já havia sido por muitos séculos o destino dos peregrinos, especialmente durante o Jubileu, quando o clero europeu visitou as Sete Igrejas Peregrinas de Roma.
O artigo da Wikipedia é excessivamente elaborado com nomes obscuros que não pertencem à nossa cultura, mas o que visavam, como disse o autor Richard Lassels: “um viajante realizado e consumado”: o intelectual, o social, o ético (pela oportunidade de obter instrução moral de tudo o que o viajante viu) e o político.
Como a Itália era o grande destino, os italianos acabaram sendo um grande centro de organizadores de viagens e referência nisso. Os ingleses, que são uma nação marítima por excelencia e talvez os melhores e maiores construtores de navios, marcaram época com seus fantásticos navios.
Cruise Ships vs Ocean Liners
Nâo se deve confundir os modernos Cruise Ships, (navios de Cruzeiro) que são verdadeiros hotéis flutuantes com os tradicionais Ocean Liners, (Transatlânticos) que são construídos e usados de forma diferente.
Os navios de cruzeiro são grandes navios de passageiros usados principalmente para férias. Ao contrário dos transatlânticos, que são usados para transporte, eles normalmente embarcam em viagens de ida e volta para vários portos de escala, onde os passageiros podem fazer passeios conhecidos como “excursões em terra”. Em “cruzeiros para lugar nenhum” ou “viagens para lugar nenhum”, os navios de cruzeiro fazem viagens de ida e volta de duas a três noites sem visitar nenhum porto de escala.
Como a meta é chegar nos aviões e nos cruise ships, quem quiser os detalhes pode ler na Wikipedia, que está muito detalhado e indicando outras explicações pertinentes, e o que nos interessa é o Declínio dos Transatlânticos e porque ocorrer, que eu extraio de lá:
Século 20
Após a segunda guerra mundial, alguns navios foram novamente transferidos das nações derrotadas para as nações vencedoras como reparação de guerra. Foi o caso do Europa, que foi cedido à França e rebatizado de Liberté. O governo dos Estados Unidos ficou muito impressionado com o serviço do Queen Mary e do Queen Elizabeth da Cunard como navios de transporte de tgrops durante a guerra. Para garantir um transporte confiável e rápido de tropas em caso de guerra contra a União Soviética, o governo dos Estados Unidos patrocinou a construção do SS United States e o colocou em serviço para as Linhas dos Estados Unidos em 1952. Ele venceu o Blue Riband (o mais rápido) em sua viagem inaugural naquele ano e manteve-o até que Richard Branson o ganhou em 1986 com Virgin Atlantic Challenger II Um ano depois, em 1953, a Itália concluiu o SS Andrea Doria, que mais tarde afundou em 1956 após uma colisão com o MS Stockholm.
Antes da Segunda Guerra Mundial, as aeronaves não representavam uma ameaça econômica significativa para os transatlânticos. A maioria das aeronaves do pré-guerra era barulhenta, vulnerável ao mau tempo, poucas tinham o alcance necessário para voos transoceânicos e todas eram caras e tinham uma pequena capacidade de passageiros. A guerra acelerou o desenvolvimento de aeronaves grandes e de longo alcance. Bombardeiros com quatro motores, como o Avro Lancaster e o Boeing B-29 Superfortress, com seu alcance e enorme capacidade de carga, eram protótipos naturais para aviões de passageiros de próxima geração do pós-guerra. A tecnologia dos motores a jato também se acelerou devido ao desenvolvimento de aeronaves a jato em tempo de guerra. Em 1953, o De Havilland Comet se tornou o primeiro avião comercial a jato; seguiram-se o Sud Aviation Caravelle, o Boeing 707 e o Douglas DC-8, e muitas viagens de longa distância foram feitas por via aérea.
O Boeing 707 foi o grande ganhador, com 1866 unidades produzidas, contra 556 do DC8, 282 do Caravelle e 114 do Comet.
Eu cheguei a viajar de 707 e era parecido com ônibus, com suas fileiras de 3 assentos de cada lado. Mas com amplo espaço para as pernas…acrescido que a Pan Am voava de qualquer maneira, cheio ou não e ia vazio, dando espaço para deitar e dormir. E não tinha limitação de bagagem, nem de peso nem de quantidade…

Os SS Michelangelo e SS Raffaello (se tiver interesse e tempo, leia nas notas do youtube o destino deles) da linha italiana, lançados em 1962 e 1963, foram dois dos últimos transatlânticos a serem construídos principalmente para o serviço de linha através do Atlântico Norte. O transatlântico da Cunard, o Queen Elizabeth 2, também foi usado como um navio de cruzeiro. No início dos anos 1960, 95% do tráfego de passageiros no Atlântico era de aeronaves. Assim, o reinado dos transatlânticos chegou ao fim. No início da década de 1970, muitos navios de passageiros continuaram seus serviços transformados em navios cruzeiros (cruisers).
Em 1982, durante a Guerra das Malvinas, três navios ativos ou antigos foram requisitados para o serviço de guerra pelo governo britânico. Os navios Queen Elizabeth 2 e Canberra, foram requisitados da Cunard e P&O para servir como navios de guerra, transportando pessoal do Exército Britânico para a Ilha de Ascensão e as Ilhas Malvinas para recuperar as Malvinas das forças invasoras argentinas. O navio de cruzeiro educacional P&O e antigo transatlântico da British India Steam Navigation Company, Uganda, foi requisitado como navio-hospital e serviu como navio de tropa após a guerra até que a estação de Mount Pleasant da RAF fosse construída em Stanley, que poderia lidar com voos de tropa.
Estas empresas foram compradas por um unico dono e veja como se comparam modernamente nos seus cruisers
século 21
Na primeira década do século 21, apenas alguns antigos transatlânticos ainda existiam, alguns como o SS Norway, navegavam como navios de cruzeiro, enquanto outros, como o Queen Mary, foram preservados como museus ou colocados no cais como o SS United States. Após a aposentadoria do Queen Elizabeth 2 em 2008, o único transatlântico em serviço foi o Queen Mary 2, construído em 2003-04, usado tanto para viagens de linha ponto a ponto quanto para cruzeiros.
Rick Steves faz uma análise completa do por que e como escolher um navio de cruzeiro e acaba sendo uma descrição perfeita deste tipo de embarcação.
Aviões
A moldura de viajar por avião foi descrita nessa introdução e considerando-se que a maioria dos vôos demora de NY para Londres 7:27 e 7:47 para Paris, Los Angeles 4:50, Sao Paulo 9:35, nao faz sentido ter expectativa de querer experimentar tudo que os Transatlânticos e os Cruisers oferecem.
Mas não precisava apertar tanto…
Não dá para mencionar passar fome porque o problema da comida não é ela, é a falta de espaço para poder fazer a refeição…
Não sei se sou eu ou o progresso, mas a limitação de peso em 23 kg para quem sai dos EUA (Na maioria dos paises da Europa creio que paga qualquer coisa acima de zero…) não afeta tanto, porque a lei brasileira obriga as companhias aéreas a oferecerem 2 x 23kg por passageiro em vôos internacionais e viajar para fazer compras me parece que não é mais prioridade dos brasileiros.
Como as viagens aéreas mudaram em cada década, da década de 1920 até hoje